quinta-feira, 11 de junho de 2015

Quatro tribos amazônicas se unem contra hidrelétricas

Representantes das tribos Munduruku, Apiaká, Kayabi e Rikbaktsa anunciaram sua oposição às quatro represas hidrelétricas que o governo pretende construir na bacia do rio Teles Pires, um afluente do rio Tapajós, que desemboca no Amazonas.

Valdenir Munduruku, um dos dirigentes indígenas, confirmou que as tribos se preparam para "ocuparem os locais de construção: não podem continuar fazendo o que fazem sem nem sequer nos escutarem”, advertiu às autoridades.

Em um primeiro comunicado conjunto, asseguraram que, se não pararem a construção das represas hidrelétricas, seus ancestrais lugares de vida comum ficarão arrasados.

"O governo constrói represas sem realizar estudos ambientais, sem tratar de compreender as consequências da destruição da natureza em nossas vidas.” indica o comunicado.

"Foi autorizado o funcionamento das represas sem dar uma resposta aos povos indígenas e deixando suas vidas sem peixes, sem água, sem caça. Tratam de ocultar os impactos negativos sobre as nossas vidas, nossos rios e nossos territórios”, prossegue o pronunciamento.

"As represas de Teles Pires e Colider já mataram toneladas de peixes e milhares de animais. Debaixo das represas, os peixes também estão morrendo em nosso território devido às inundações repentinas e à baixa incontrolável do rio”, concluem as tribos.

Os indígenas consultaram distintos técnicos de grupos ambientalistas, que respaldaram a iniciativa de união para o trabalho e o comunicado tentava uma possibilidade de acordo conciliatório com o governo.

As tribos dos Munduruku, Apiaká, Kayabi e Rikbaktsa são conhecidas do homem branco desde o século XIX, quando – depois de lutarem entre elas desde tempos imemoriais – formaram uma primeira aliança, que enfrentou a ocupação de terras e o sequestro de indígenas, para usá-los como escravos.

A tribo dos Munduruku, a maior do grupo, é a mais afetada, já que os projetos hidrelétricos avançam até a zona do baixo Tapajós, incluindo a área de São Luís, onde vivem centenas de aborígenes da etnia, que não sabem a ameaça que se abate sobre eles.

Ademais, os enfrentamentos já começaram, mais além dos discursos, desde que os operários, para começarem a construção, estão já a menos de meio quilômetro de áreas povoadas por indígenas.

Além disso, o assentamento, para começar a erigir o complexo, está sendo desenvolvido em uma área de sítios considerados sagrados pelos habitantes originários do lugar.

Com informação da Rede 21: http://www.lr21.com.uy/mundo/1234746-aborigenes-amazonia-represas-hidroelectricas-brasil-conflicto


Fonte: Servindi / Adital

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