segunda-feira, 20 de abril de 2015

A verdadeira face dos manifestantes oposicionistas ao Governo Dilma

Um forte sentimento de rejeição ao PT [Partido dos Trabalhadores] e também uma grande intolerância às políticas de inclusão social implementadas nos últimos 12 anos. Em síntese, este é o perfil dos manifestantes que foram à Praça da Estação, no último domingo, 12 de abril, em Belo Horizonte [Minas Gerais], foram motivados por um forte sentimento de rejeição ao PT, mas também por severa intolerância às políticas de inclusão social implementadas nos últimos 12 anos. A pesquisa foi realizada pelo grupo de estudos Opinião Pública, Marketing Político e Comportamento Eleitoral, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 348 manifestantes, cujo objetivo foi traçar um perfil ideológico desses participantes.

"Existe muita resistência à ideia de avanços sociais e de extensão de direitos às minorias. A rejeição ao PT deriva também de ser, até então, o partido mais comprometido com a ideia de igualdade”, avalia a professora de Ciências Políticas e coordenadora do grupo, Helcimara Telles. Além disso, a maior parte dos manifestantes era branca, com Ensino Superior completo e renda acima de cinco salários mínimos [acima de 4 mil reais.

Pelo menos um terço dos manifestantes (36,1%) acha que negros, mulheres e homossexuais "têm direitos demais e 70,1% são contra as cotas raciais, 77,8% avaliam que os programas assistências deixam as pessoas preguiçosas e 70,7% são contra o Programa Mais Médicos. A maioria do grupo também avalia que pobres são desinformados (75,6%) e que os nordestinos têm menos consciência política (56,8%).

Para 78%, o Brasil está pior do que estava há 10 anos, o que seria culpa do PT, que faz "um grande mal para o país”, segundo 90,6% dos que protestavam. Somente 33,6% declararam ter ido protestar contra a corrupção e 92% querem o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

"O sentimento é derivado de uma falha do partido, do próprio governo, de ser mais efetivo no combate à corrupção. Mas existe uma parcela dos manifestantes que resiste fortemente ao PT por conta das políticas desenvolvidas nesse tempo no poder. O partido é odiado pelo que fez de ruim, mas também pelo que fez de bom”, explica Helcimara.

Ao mesmo tempo, 46,6% defendem que seja aplicada pena de morte no país, e 61,4% do total defendem o porte de armas para os cidadãos. Defendem a redução da maioridade penal 81,5% e 42% apoiam uma intervenção militar em caso de caos social. Outros 30% acreditam que todos os partidos políticos deviam ser extintos para a criação de novas legendas.

"Temos um perfil, ideologicamente, bastante conservador. É clara a descrença no sistema político, inclusive no próprio resultado da eleição. Temos um caldo autoritário que está crescendo no país e que pode levar ao surgimento de lideranças e de candidatos 'outsiders', que consigam articular esses sentimentos”, explica ainda a professora.

O candidato derrotado à Presidência da República pelo PSDB [Partido da Social Democracia Brasileira], Aécio Neves, foi o escolhido na última eleição por 81% dos manifestantes. Foram expressas também intenções de voto no ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e no deputado federal Jair Bolsonaro (Partido Progressista – PP – Rio de Janeiro), nacionalmente conhecido por suas declarações de ódio a minorias e mulheres, em especial o público LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais].


Fonte: Rede Brasil Atual / Adital

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