segunda-feira, 2 de março de 2015

Software pode contribuir no combate à pornografia infantil

O combate à pornografia infantil pode ter um importante aliado. Isso porque um projeto de pesquisa desenvolvido no curso de Ciência da Computação da Faculdade de Informática de Presidente Prudente (Fipp), da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), está prestes a concluir um sistema capaz de identificar a origem de fotografias, o que pode facilitar as investigações de casos de pedofilia divulgados na internet. O trabalho é desenvolvido pelo aluno Guilherme Sekine, com orientação do professor doutor Danillo Roberto Pereira.

“Trata-se de uma ferramenta que pode ser utilizada na identificação de pedófilos, quase um CSI digital”, relata o docente. Ele explica que o software consegue identificar se a imagem foi produzida pela câmera digital encontrada na posse do suspeito. “Outra resposta que nosso método permite é a comparação da imagem de pedofilia com, por exemplo, um conjunto de imagens da rede social do indiciado, analisando se essas imagens foram geradas pelo mesmo dispositivo”. O docente revela que o processo se assemelha a um exame de balística, porém, ao invés de arma e projétil, são utilizadas câmera e imagem digital.

A nova ferramenta, que deve ser finalizada em até 45 dias, poderá comprovar quem é o pedófilo, contribuindo na condenação do réu, já que quando descoberta a prática, o acusado se diz usuário e não autor das imagens de pornografia infantil, para obter uma pena menor. “A maioria das imagens de pedofilia mostra apenas a vítima, o que dificulta a condenação do suspeito pela falta de indícios e/ou provas”, conta Pereira.

Ele acrescenta que o sistema em sua última versão atingiu 95% de acertos, utilizando duas bases de dados, sendo uma elaborada pelos pesquisadores e outra de domínio público e disponível na internet. “Pretendemos melhorar ainda mais esse software por meio dos meus estudos de pós-doutorado [com os métodos de Aprendizado de Máquina]. Acredito que seja possível obter 100% de acertos com pouquíssimas alterações”. Segundo ele, já existem outras técnicas de investigação, mas que apresentam alta complexidade para a implementação.


Fonte: Maxpress

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