domingo, 22 de fevereiro de 2015

Luta pela reforma política é destacada durante lançamento da Campanha da Fraternidade 2015

"Por ser Igreja, todo batizado é povo de Deus, está ali no meio da sociedade, no meio de todas as pessoas, ajudando na transformação, pessoas que levam os valores do Evangelho, levam os valores do Reino", disse o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, durante a abertura da Campanha da Fraternidade 2015, nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, na sede da instituição, em Brasília. Na ocasião, foi lida a mensagem do papa Francisco à Igreja no Brasil por ocasião da CF 2015 e da Quaresma. Francisco faz uma reflexão sobre o tema da Campanha, "Fraternidade: Igreja e sociedade”, e o lema, "Eu vim para servir".

Steiner recordou que a CF 2015 resgata os documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II, encerrado há 50 anos: a Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição Pastoral Gaudium et Spes. Outro aspecto ressaltado por ele a respeito dos objetivos da CF 2015 é a postura da Igreja e dos cristãos na sociedade como "presença viva de Jesus”. Ele desejou ainda que a iniciativa da CNBB ajude o povo brasileiro a ser uma "Igreja atuante e sem medo, que dá o rosto, dá os valores, o que tem de melhor”.

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícios Furtado Coelho, destacou o refrão do hino da CF 2015. "A luta por dignidade, por justiça e por igualdade é o elo que deve nos unir”, disse. Para ele, a igualdade não se dá apenas no tratamento formalmente igualitário de todos perante a lei, "mas por uma igualdade concreta, que se visualiza na proteção do mais necessitado, no acolhimento do mais pobre, que são medidas necessárias e urgentes para que possamos ter uma igualdade real, uma igualdade de fato”, explicou.

O advogado também falou sobre a iniciativa pela Reforma Política Democrática. "Esta coalizão, integrada por quase 100 entidades da sociedade, parte do pressuposto de que a reforma política passa, necessariamente, por mudanças nas regras eleitorais, sobretudo no tocante ao seu financiamento, por melhoria na representação do povo nos postos políticos, pelo fortalecimento da democracia participativa, por meio dos preceitos constitucionais do plebiscito, referendo e projeto de lei de iniciativa popular”, informou.

Na linha da promoção da pessoa, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, recorreu ao tema para afirmar que o Estado deve estar a serviço da sociedade, contribuindo para a "emancipação das pessoas”, a fim de que sejam "sujeitos de suas próprias vidas e histórias”. Ao lembrar uma passagem do Evangelho de São Lucas, em que Jesus exorta os discípulos para que o que governa "seja como o servo”, o ministro apresenta uma dimensão da política. "Estas palavras de Jesus nos colocam em face das relações humanas e, por conseguinte, da política. Aqui a política emerge como serviço às pessoas, à sociedade, especialmente aos mais pobres, lembrando sempre a opção preferencial que a Igreja fez pelos pobres”, ressaltou.

Com desejos de uma campanha "frutífera, profética e de muito anúncio e promoção do diálogo e da Paz”, a secretária executiva do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), pastora Romi Bencke, afirmou que a temática proposta desafia as igrejas a adotarem uma "ética global de responsabilidades” que fortaleçam os direitos dos povos, privilegiem a solidariedade internacional e superem os egoísmos confessionais e nacionais. "Liberdade, direito, razão e dignidade humana fazem parte do nosso papel missionário e o tema deste ano nos ajuda a refletir sobre esse nosso papel enquanto igrejas e religiões”, disse.


Fonte: Adital / CNBB

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