segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mulheres trabalhadoras têm escassa proteção social e salários precários

A sobrecarga de trabalho não remunerado prejudica a participação das mulheres na tomada de decisões, o avanço de suas carreiras e suas possibilidades ocupacionais, o que, por sua vez, reduz suas rendas e suas perspectivas de acesso à proteção social. Esta é a principal conclusão de um informe recente da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), que avalia duas décadas de políticas de igualdade de gênero na região. Quase a metade das mulheres latino-americanas e caribenhas (47,7 %) que trabalham atuam em empregos de baixa produtividade, com escassa proteção social e salários precários.

Ademais a taxa de atividade econômica feminina na América Latina ascende a apenas 49,8% e uma em cada três mulheres na região não conta com rendas próprias. O estudo revela ainda que o tempo que dedicam as mulheres ao trabalho não remunerado é pelo menos o dobro do que o que dedicam os homens para esse tipo de tarefas.

A secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, assinala que, nos últimos 20 anos, não se modificou a estrutura do mercado de trabalho e agregou que os custos da participação trabalhista têm sido assumidos de maneira individual pelas mulheres. Nesse sentido, enfatizou a necessidade de fortalecer os caminhos de autonomia econômica das mulheres, assim como de consolidar as conquistas na autonomia física e na tomada de decisões.


Fonte: Adital

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