segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Os mitos e as verdades sobre o ebola

Autoridades sugerem que as pessoas evitem o contato com pacientes contaminados, já que o vírus se espalha por fluidos corporais. Além disso, profissionais da saúde devem usar equipamentos de proteção e qualquer equipamento médico deve ser descontaminado.

Apesar de uma campanha de conscientização, há mitos sobre a disseminação da doença. Veja abaixo os mais populares - e as explicações verdadeiras.

O contágio se produz quando os fluidos corporais de um indivíduo infectado toca alguma das membranas mucosas de alguém que não está contaminado.

Isso quer dizer que o sangue, o suor, a urina ou as fezes do portador do vírus têm que entrar em contato com os olhos, os orifícios nasais, a boca, os ouvidos, a área genital ou uma ferida aberta para contrair a doença.

O contato com lençóis, roupas ou superfícies infectadas pelo vírus também pode causar o contágio, mas apenas se houver algum corte na pele.

É possível ser contaminado por alguém que aparenta estar saudável

É muito improvável que isso aconteça, mesmo se alguém for portador do vírus.

A razão é que os sintomas podem demorar até 21 dias para aparecer - período máximo de incubação da doença. E até que os sintomas sejam visíveis, não há contágio.

Uma pessoa só pode transmitir a doença se o vírus estiver em seu sangue e secreções.
Não se contrai o vírus através de relações sexuais

Se um homem tem ebola, o vírus pode estar presente nos seus fluidos corporais, incluindo o sêmen. A Organização Mundial da Saúde acredita que o vírus pode permanecer nos fluidos do indivíduo até sete semanas após o paciente ter se recuperado.

Mas outros especialistas sugerem que a doença pode permanecer por até três meses, mesmo se médicos confirmarem não haver partículas virais no sangue.

Quem já teve ebola deve abster-se de relações sexuais ou usar preservativos durante esse período.

Alguém que morreu não pode espalhar a doença

Embora o indivíduo tenha morrido, o vírus ainda pode estar presente. Por isso, especialistas em epidemiologia temem que a disseminação ocorra em práticas funerárias tradicionais realizadas em alguns países africanos, nas quais parentes ficam em contato direto com os mortos.

Nestes casos, a OMS recomenda o enterro imediato e o uso de luvas e roupas de proteção para o indivíduo que manipula o corpo.

Recomenda-se, também, o treinamento daqueles que lideram os funerais sobre os procedimentos a serem seguidos para evitar que a infecção se espalhe.

Um paciente pode transmitir a doença, mesmo que ele tenha se recuperado

Normalmente, apenas as pessoas que têm os sintomas podem espalhar o vírus.

No caso de uma mulher grávida que recebeu alta, recomenda-se que ela não amamente o bebê.
Antibióticos, água salgada, leite e cebola crua podem prevenir o ebola

O consumo destes alimentos não impede a contaminação pelo ebola. Além disso, a ingestão de água salgada - que alguns acreditam que pode curá-los da doença - pode ser perigosa, especialmente em dias quentes.

A OMS cita dois casos de pessoas na Nigéria que morreram por essa razão.

No momento não há cura para o ebola, mas vacinas estão sendo testadas. Se os testes forem bem sucedidos, profissionais de saúde terão prioridade em receber as injeções.

Você tem que usar produtos antissépticos caros para eliminar o vírus

Recomenda-se lavar as mãos com frequência, especialmente se você estiver perto de um paciente com o ebola.

O álcool em gel pode ser útil, mas se as mãos estiverem visivelmente sujas, é importante lavar com sabão e água limpa, segundo autoridades sanitárias.

Este é o primeiro grande surto de Ebola

Este é o surto que causou mais mortes, mas não é o primeiro.

Segundo a OMS, o vírus foi diagnosticado pela primeira vez em humanos em 1976, no Sudão e na República Democrática do Congo.

O surto ocorreu em uma aldeia perto do rio Ebola, daí o nome da doença. Cerca de 500 pessoas foram infectadas e 400 morreram.

Desde então, várias cepas do vírus surgiram no continente africano.


Fonte: BBC Brasil

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