segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Sociedade prioriza educação, saúde e governo honesto para a agenda de desenvolvimento do milênio

No fim de 2015, se encerrará o prazo para o cumprimento dos Oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), compromisso firmado por 189 nações para reduzir a extrema pobreza, a mortalidade na infância, garantir a sustentabilidade ambiental e combater outros males sociais. Com a proximidade do fim desse prazo, a Organização das Nações Unidas (ONU) e seus países membros estão se empenhando na construção da agenda de desenvolvimento global pós-2015. Buscando ouvir o que a população deseja priorizar, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) realizou a iniciativa "My World”.

Mais de 5 milhões de pessoas foram ouvidas em várias partes do mundo e opinaram sobre as seis questões de desenvolvimento que mais têm impacto em sua vida. As informações coletadas deverão servir para que os líderes mundiais possam tomar decisões e definir os seis objetivos principais. As informações também serão levadas ao grupo de alto nível para a agenda pós-2015, que deverá estudá-las e debatê-las nos encontros de Monróvia (Libéria), Yakarta (Indonésia) e Nova York (Estados Unidos).

Em nível mundial, a pesquisa realizada pelo PNUD detectou que educação de qualidade (67% dos votos), melhores serviços de saúde (54%) e um governo honesto e receptivo (51%) são as principais demandas, seguidas por melhores oportunidades de trabalho, alimentação adequada e acessível e proteção contra o crime e a violência. Vale destacar que ações contra as mudanças climáticas ficaram em último lugar, mesmo este sendo um assunto constantemente em pauta e que vem afetando, diretamente, a vida da população mundial.

Os dados recolhidos especificamente nos países da América do Sul seguem a tendência mundial, visto que as primeiras demandas também são educação de qualidade, serviços de saúde e a necessidade de um governo honesto. No entanto, na sequência, a população sul-americana pede mais proteção contra o crime e a violência, seguida pela proteção de bosques, rios e oceanos. O fato da demanda ambiental ter sido citada como a quinta mais importante mostraria a consciência da população sobre as mudanças climáticas e os desastres naturais gerados pela degradação do meio ambiente.

Com relação à América Central, a população dos países dessa região apontou como prioridade melhores oportunidades de emprego;0 na sequência, educação de qualidade, melhores serviços de saúde, alimentação adequada e acessível, governo honesto e receptivo e proteção contra o crime e a violência.

A pesquisa se transforma em um alerta para que os governantes, além de adotarem posturas diferentes, de respeito, honestidade e atenção à população, consigam priorizar, especialmente, a educação, saúde e a empregabilidade.


Fonte: Adital

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