segunda-feira, 29 de abril de 2013

Cotistas têm desempenho inferior entre universitários

Alunos de graduação beneficiários de políticas de ações afirmativas, como cotas e bônus, têm apresentado desempenho acadêmico pior que os demais estudantes nas universidades públicas do país, mostram estudos recentes.

As pesquisas também concluem que a diferença de notas perdura até o fim dos cursos e costuma ser maior em carreiras de ciências exatas.

Universitários que ingressaram em instituições públicas federais por meio de ação afirmativa tiraram, em média, nota 9,3% menor que a dos demais na prova de conhecimentos específicos do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia cursos superiores no país.

No caso das universidades estaduais, cotistas e beneficiários de bônus tiveram nota, em média, 10% menor.

Os dados fazem parte de estudo recente dos pesquisadores Fábio Waltenberg e Márcia de Carvalho, da UFF (Universidade Federal Fluminense), com base no Enade de 2008, que pela primeira vez identificou alunos que ingressaram por políticas de ação afirmativa.

Foram analisados os desempenhos de 167.704 alunos que estavam concluindo a graduação nos 13 cursos avaliados em 2008, como ciências sociais, engenharia, filosofia, história e matemática.

"Encontramos diferenças razoáveis. Não são catastróficas como previam alguns críticos das ações afirmativas, mas é importante registrar que existe uma diferença para não tapar o sol com a peneira", diz Waltenberg.

Para ele, o desnível atual é um preço baixo a se pagar pela maior inclusão. Mas ele ressalta que, com a ampliação da política de cotas (que atingirão 50% das vagas das federais até 2016), é possível que o hiato entre as notas se amplie.

EVASÃO MENOR

Pesquisa recente feita pelo economista Alvaro Mendes Junior, professor da Universidade Cândido Mendes, sobre o resultado de ações afirmativas na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) revela que o nível de evasão entre os cotistas na universidade é menor do que entre outros estudantes.

Mas os dados levantados por ele --que acompanhou o progresso de alunos que ingressaram em 2005 em 43 carreiras-- confirmam as disparidades de desempenho.

O coeficiente de rendimento (média das notas) de alunos não beneficiários de ações afirmativas que se formaram até 2012 foi, em média, 8,5%, maior do que o dos cotistas. Em carreiras como ciência da computação e física essa diferença salta para, respectivamente, 43,2% e 73,2%.


Fonte: Folha de São Paulo

UFRN resgata história das comunidades negras do Seridó, promovendo igualdade racial e combatendo a discriminação


Julia Cristina Dantas tem 17 anos. Aluna do primeiro período do curso de Administração no campus de Currais Novos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), é a primeira pessoa da família a fazer um curso superior.

Natural do município de Parelhas, sertão potiguar, Julia viu sua vida mudar quando participou como voluntária do programa de extensão Tronco, Ramos e Raízes, da UFRN.

O contato com a comunidade universitária, o resgate da história de sua comunidade, a valorização de seus talentos e a participação em oficinas culturais despertaram em Julia o desejo de prestar vestibular. “Nunca havia pensado em fazer um curso superior antes de participar do projeto”, afirma a jovem.

O projeto, que transformou o destino de Julia, tem o objetivo de promover a igualdade racial, combater a discriminação, valorizar manifestações culturais e pesquisar a história das comunidades negras da região do Seridó, no sertão do Rio Grande do Norte.

“É um projeto pioneiro e também uma nova forma de fazer pesquisa, junto com os detentores da história, pois contamos com a participação dos jovens quilombolas e das pessoas mais experientes”, destaca a coordenadora do programa, a professora do Departamento de Antropologia da UFRN Julie Cavignac.

O interesse em trabalhar esses temas na região surgiu em 2007, quando a UFRN auxiliou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a estudar a delimitação das terras de seis comunidades quilombolas potiguares.

No Quilombo de Boa Vista dos Negros, em Parelhas, a convivência durante o estudo fez com que a comunidade quilombola pedisse ajuda à UFRN para construir um museu. “Como os custos para viabilizar esse projeto eram muito altos, decidimos criar um museu virtual”, explica Julie Cavignac.

A pesquisadora conta que onde há uma memória e uma presença afro-brasileira na região, a equipe está procurando informações para compor o museu virtual. Enquanto o banco de dados está sendo formado, o grupo construiu uma página no Facebook: www.facebook.com/Quilombolas.Serido.

Em 2012, a iniciativa foi formalizada através da Pró-Reitoria de Extensão da UFRN. Com isso, professores dos Departamentos de História, Antropologia, Ciências da Informação, Artes e Letras e alunos de vários cursos passaram a atuar junto à comunidade quilombola da Boa Vista.

Este ano, o programa começou a discutir com os quilombolas a questão racial. Cavignac enfatiza que pouco se sabe sobre a presença histórica das populações afrobrasileiras na região. “Essas deixaram um importante legado cultural, visível nas manifestações ligadas à Irmandade do Rosário presente na região desde o século XVII”, afirma.

Para o professor do Departamento de História do campus de Caicó da UFRN Muirakytan Kennedy de Macedo, a ação é importante, pois trata de um processo histórico que ainda não acabou. “Conhecer o passado auxilia as lutas do presente, como a reivindicação das terras quilombolas e o combate ao racismo”, avalia.

Racismo

Enquanto realiza o resgate da história e da cultura das comunidades negras, a equipe da UFRN busca promover a igualdade racial e combater a discriminação por meio do diálogo e de ações culturais.

A antropóloga Julie Cavignac acredita que, no Brasil, as relações sociais aparentam ser harmônicas, mas na verdade são tensas. Para ela, no cotidiano, observam-se manifestações de um preconceito racial profundamente enraizado. “Os conflitos são velados porque as vítimas desse racismo não têm nem como reclamar, já que é algo tão naturalizado na cultura nacional”, analisa.

A questão racial é discutida ao longo das atividades realizadas pelo Tronco, Ramos e Raízes. “Há muitos discursos sobre o racismo, sobre o acesso à universidade, mas se essa discussão não se acompanha de fatos concretos, os jovens não têm tanto interesse”, enfatiza Cavignac. “Evitamos produzir um discurso vazio e normatizado sobre o combate ao racismo. Propomos ações concretas”, complementa.

Aos poucos, o tema passa a fazer parte dos eventos promovidos pelas grupos locais. Até o momento, o principal foi a criação da semana da consciência negra, utilizada pela comunidade quilombola da Boa Vista dos Negros como espaço para discussão. “Eles tiveram a inciativa e organizaram tudo”, ressalta a antropóloga.

Capacitação

O programa oferece oficinas para os jovens da região como forma de incentivar os talentos locais. Até o momento, já foram realizados cursos nas áreas de arqueologia, documentação histórica, fotografia, audiovisual, roteiro, dança, ritmos e confecção de tambores.

Como resultado das atividades de capacitação, houve a produção de um documentário que retrata parte da história do Quilombo de Boa Vista dos Negros e exposições com as imagens produzidas pelos adolescentes.

O músico e doutorando em antropologia Cyro Lins foi o responsável pelas aulas de fabricação de tambores, realizadas na Boa Vista dos Negros no final de 2012. A própria comunidade solicitou a oficina porque havia um desconhecimento sobre a produção dos instrumentos utilizados nas danças tradicionais. “Eles tinham a necessidade de recuperar esse modo de fazer o tambor tradicional para não utilizar os instrumentos industriais que existem hoje”, analisa Lins.

A oficina, ministrada em conjunto com o artesão Pocidônio Silva, de Caicó, durou dez dias. Os jovens aprenderam todo o procedimento de construção dos instrumentos. “Ensinamos o corte da madeira, a medição do couro para o corte, a preparação do couro, a costura. Foram aulas minuciosas”, descreve.

O músico ficou motivado com o interesse demonstrado pelos jovens da comunidade. “Havia um desejo de recuperar a história de seus ancestrais. Foi muito interessante conviver com eles, trocar ideias sobre música e manifestações culturais”, recorda.

Turismo

Uma das propostas do programa Tronco, Ramos e Raízes é criar um roteiro turístico que inclua as comunidades quilombolas, as fazendas e os lugares que têm o registro de uma presença afrobrasileira. “Há monumentos históricos. Alguns são ligados à Irmandade do Rosário, como as igrejas em Acari e Caicó”, afirma a coordenadora Cavignac.

Para concretizar o turismo nesses locais, o projeto busca fazer parcerias com prefeituras das cidades do Seridó. “Queremos desenvolver ações de turismo comunitário para gerar uma renda para essas pessoas”, esclarece a antropóloga.

Pensando no turismo cultural, foi ministrada uma oficina de fabricação de doces. “O ideal é que as comunidades estejam integradas de forma a oferecer produtos feitos por elas. Os quilombolas demonstraram interesse em participar de cursos de artesanato e de preparação de guias turísticos”, conta a professora.

Equipe está procurando informações para compor o museu virtual. Enquanto o banco de dados está sendo formado, o grupo construiu uma página no Facebook: www.facebook.com/Quilombolas.Serido

Fonte: Notícias UFRN

Famílias da região Nordeste, afetadas pela maior seca nos últimos 50 anos recebem apoio de Projeto da UFRN

FotoBuscando apoiar agricultores familiares do Rio Grande do Norte, através da implementação de processos tecnológicos alternativos em relação à seca, tirando proveito ambiental e econômico, o professor Deusimar Freire Brasil, do Centro de Biociências (CB) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vem desenvolvendo e coordenando o projeto denominado “Ayram -- ação interinstitucional potiguar de apoio aos agricultores familiares do RN a partir de uma relação alternativa com a seca”.

“Queremos que o agricultor estabeleça uma reação produtiva com a seca, revelando que esta não é apenas aquela situação mostrada na TV, do solo rachado, de animais mortos e pessoas chorando com fome. A gente quer que seja possível mostrar uma situação melhor no Nordeste, assim funciona o Ayram”, diz Deusimar Brasil, coordenador do projeto.

O projeto, de uma forma direta, vem sendo uma alternativa à situação de seca que atualmente acomete o Nordeste do Brasil, onde se tem uma situação de pouca água, sendo que essa é barrenta e salgada, barragens e açudes quase ou completamente secos, como a barragem de Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do estado do Rio Grande do Norte, que chegou a ficar com 49,16% da sua capacidade total. O reservatório de Cruzeta, também do RN, ficou em estado ainda mais crítico, com 16% da capacidade.

Diante da situação, a subsistência de agricultores e moradores ficou afetada. A falta de água e capim para o gado forçou os pecuaristas a soltar seus animais para que procurassem sozinhos esses recursos. A situação de seca fez subir o preço dos alimentos no Nordeste e no Brasil, como no estado da Bahia, onde o preço do feijão aumentou cinco vezes na cidade de Conquista. Em Crato, no Ceará, a saca do milho chegou a subir de R$ 18 para R$ 50.

O projeto Ayram (sol em Tupi-Guarani) se apresenta como uma ação interinstitucional que tem o objetivo de apoiar os agricultores familiares do Rio Grande do Norte afetados neste ano de 2013 por um longo período de seca.

A proposta do projeto de extensão é apoiar os agricultores familiares através da implantação de processos produtivos mesmo em condições de seca. Para tanto, é preciso mudar o paradigma da produção rural, o que significa cultivar plantas e criar animais que sejam resistentes ou tolerantes a essa condição climática.

A iniciativa é desenvolvida com agricultores assentados da reforma agrária nos Territórios da Cidadania nas regiões do Mato Grande, Assu-Mossoró e Sertão Central do RN. Nessas áreas, estão sendo beneficiadas cerca de 300 famílias de agricultores familiares por meio de atividades de capacitação e implantação de processos produtivos adaptados à condição de estiagem ou seca.

Essa iniciativa é fruto das experiências tidas em anos anteriores, em projetos como o “Universidade cidadã” desenvolvido na região agreste do estado.

Ao longo desse tempo, existe um trabalho contínuo que foi articulado por um conjunto de parcerias entre a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Banco do Brasil, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca (SAPE), prefeituras dos municípios envolvidos, Arco Mato-Grande e demais associações comunitárias dos assentamentos e comunidades rurais.

A importância do projeto, segundo o coordenador, dá-se a partir de um contexto de análise dos aspectos regionais. “Por estarmos numa região denominada Polígono das Secas, que apesar de tudo tem chuvas, o projeto visa a mostrar como trabalhar com a água disponível na região”, ressalta. A proposta é criar uma cultura entre os agricultores familiares de se prepararem para as condições do semiárido, o que significa basicamente armazenar água e produzir alimentos para consumo durante a época de estiagem.

Na mentalidade do pequeno agricultor nordestino existe a preocupação com a ideia de combater a seca, mas, tirando como exemplo a situação da Europa, que vive a maior parte do ano com a neve, “a seca aqui é uma questão natural a que devemos nos adaptar e buscar alternativas que nos possibilitem usar o que temos, como o sol em abundância, e podemos usar a água, basta apenas armazenar”, relata Deusimar.

O coordenador do projeto destaca que o sol no Nordeste, um dito mal a todos, faz com que a região tenha uma alta taxa fotossintética o ano inteiro, que possibilita frutas mais doces na região, colocando-as entre as melhores do mundo. Além desse fator, essa redução de umidade, no caso da fruticultura, reduz o ataque de pragas e doenças.

O projeto Ayram tem o objetivo de mostrar às pessoas que a situação não é tão ruim, pelo contrário, por ter sol o ano inteiro, ter água, pode-se armazenar. “Para obter resultados favoráveis à seca é preciso que essa ação seja trabalhada junto com os agricultores, através da organização social que esse processo proporciona”, frisa Deusimar.

O projeto já fez algumas articulações nas comunidades envolvidas, formando grupos de 300 famílias de agricultores para trabalhar essa questão, que tem em vista um processo de cooperação. Algumas ações já vêm sendo implementadas, como a instalação de cisternas, irrigação por canteiros impermeabilizados, a criação de peixes junto com o cultivo de verduras, implantação de pomares com irrigação, entre outras que serão desenvolvidas no decorrer do tempo.

O projeto é fruto de uma experiência construída com esses agricultores desde o ano de 2004 com apoio das pró-reitorias de Extensão e Administração e envolvendo professores e estudantes do CB (Departamento de Oceanografia), CCHLA (Departamento de Geografia), CCSA (Departamento de Serviço Social) e da Escola Agrícola de Jundiaí.


Fonte: Notícias UFRN

Liga de Neuropsiquiatria da UFRN discute Síndrome de Burnout

"Conversando sobre Burnout com a comunidade acadêmica" é o tema do evento realizado pela Liga de Neuropsiquiatria (LNP) do Departamento de Medicina Clínica (DMC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O encontro acontece no dia 3 de maio, a partir das 18h, no auditório da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM).

O evento se inicia com a psiquiatra e professora da UFRN Ana Patrícia de Queiroz Medeiros, que ministra a palestra sobre a síndrome de Burnout, e segue com a apresentação de trabalho científico feito com docentes do Centro de Ciências da Saúde (CCS), demonstrando o impacto da doença na atividade cotidiana dos profissionais. A enfermeira Cláudia Filgueira, que é professora do curso de Enfermagem da UFRN, juntamente com a enfermeira Natally Pereira, mostra, os resultados desse estudo.

O Burnout é uma síndrome causada pelo estado de estresse e cansaço crônico, que chega a esgotar a pessoa. Segue a sequência de estresse, estafa e por último vem o Burnout. Os sintomas da síndrome podem ser: baixo rendimento no trabalho, cansaço contínuo e insatisfação com as atividades nos campos familiar, profissional ou social.

Segundo Beatriz Bento, aluna presidente da LNP, o objetivo de evento é conscientizar o público universitário dos prejuízos que o acúmulo de funções e a vida atribulada podem trazer se não houver um equilíbrio. Beatriz ainda destaca que o Burnout não é uma doença tão rara. “Também queremos divulgar que esse não é um transtorno incomum, mas que há tratamento disponível para esse e para diversos outros transtornos”, ressalta.

Para participar basta comparecer ao local no horário previsto para a realização do evento e pagar uma taxa de R$ 2.


Fonte: UFRN Notícias

12ª edição da Conferência Regional sobre a mulher será realizada em Santo Domingo

A XII Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe acontecerá na capital da República Dominicana, Santo Domingo, de 14 a 18 de outubro deste ano. Promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), o evento tem o objetivo de identificar as necessidades das mulheres, apresentar recomendações, realizar avaliações periódicas e proporcionar um fórum para o debate sobre estas questões.

Neste ano, as discussões se centrarão em temas como a igualdade de gênero, o empoderamento das mulheres e as tecnologias da informação e das comunicações. A escolha das temáticas foi feita em novembro de 2011 durante a 46ª reunião da Mesa Diretiva da Conferência Regional em Santiago (Chile), acatando as propostas apresentadas pela República Dominicana e os países do Conselho de Ministras da Mulher da América Central (COMMCA) e México.

De acordo com a programação do evento, no dia 15, logo após a cerimônia de abertura e atividade cultural, haverá a leitura da declaração da sociedade civil e apresentação do documento de posicionamento. Pela tarde acontece o primeiro debate sobre "Desenvolvimento produtivo e igualdade".

No dia 16, os debates continuam com os temas "Trabalho e emprego em TIC", "Políticas de acesso às tecnologias de informação e as comunicações", "Desafios e riscos das TIC para a igualdade", "Empreendimentos produtivos" e "Estatísticas e indicadores de TIC e gênero".

Já no dia 17 as discussões se centram nas "Mulheres nas empresas", no "Acesso a ativos terra e crédito". Na tarde deste mesmo dia haverá a mesa redonda "Pequim+20: perspectivas e desafios". No último dia 18, o encerramento está previsto após as reuniões finais e consideração e aprovação do Consenso de Santo Domingo.

De acordo com o Regulamento, a Secretaria Executiva da Cepal deve convocar todos os seus Estados membros, membros associados como participantes e Estados parte das Nações Unidas como observadores, e outros organismos, organizações e convidados especiais, até seis semanas antes do início da Conferência.

Já as organizações da sociedade civil que queiram participar da Conferência devem procurar integrar as delegações nacionais de seus países, com aprovação dos governos; estar na qualidade de organizações com estatuto consultivo diante das Nações Unidas, obedecendo as normas do Conselho Econômico e Social; ou participarem como observadoras convidadas especialmente pela com reconhecimento de sua trajetória na implementação do Programa de Ação Regional para as Mulheres da América Latina e Caribe e da Plataforma de Ação de Pequim.

Centro de Investigação para a Ação Feminina (CIPAF) servirá como ponto focal para a participação da sociedade civil no processo da Conferência.

Para mais informações: www.cepal.org/mujer


Fonte: Adital

Ministério da Saúde prorroga vacinação contra a gripe até 10 de maio

O Ministério da Saúde anunciou esta semana que a campanha de vacinação contra a gripe será prorrogada até 10 de maio. O órgão recomenda celeridade aos municípios que ainda não atingiram a meta de vacinação e aconselha, inclusive, o funcionamento de postos aos sábados. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, alerta para a importância da imunização contra a gripe. “Isso é importante para que a população possa ter acesso e chegar ao inverno protegida”.

A meta do ministério é vacinar 80% do público-alvo, composto por idosos com mais de 60 anos, crianças de seis meses a dois anos, indígenas, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto, detentos e profissionais de saúde. Portadores de doenças crônicas do pulmão, coração, fígado, rim, diabetes, imunossupressão e transplantados também devem se vacinar.

A Região Sul foi a que mais se aproximou da meta fixada pelo ministério, com 60,46% de vacinas aplicadas até o momento. A Região Nordeste atingiu menor número de vacinações, 37,79% do público-alvo. Não foram consideradas, porém, as vacinas aplicadas em doentes crônicos e detentos.


Fonte: Agência Brasil

Artigo: Como o mau jornalismo incentiva a violência contra a criança, ou como transformar pesquisa científica séria em lixo...

Autora: Andreia Mortensen*


Saiu hoje, 25 de abril, uma reportagem no site de notícias inglês 'Daily Mail' sobre uma pesquisa publicada na revista ‘Parenting: Science and Practice Journal', que teve como objetivo analisar quais fatores estão envolvidos nos resultados maléficos da disciplina severa em adolescentes de famílias mexicanas de baixa renda.

O portal brasileiro Terra teve o disparate de traduzir a reportagem do Daily Mail e publicar sem verificar a fonte original. O resultado foi lamentável. A matéria do Terra (copiado do Daily Mail) deveria ser intitulada: 
‘Jornalistas ingleses precisam de aulas de interpretação e jornalistas brasileiros precisam urgentemente parar de traduzir artigos mal interpretados e aprender a verificar o artigo ORIGINAL’.
Ou então:
‘Disciplina severa É prejudicial para a criança, diz estudo, mas a prática de telefone sem fio de jornalismo sem ética distorce o resultado’.
O que vimos foi algo ultrajante: falta de ética e responsabilidade. Como cientista, fico extremamente decepcionada ao ver o nível de distorção que jornalismo marrom faz. E então isso é copiado sem checar o estudo original pelo jornalismo brasileiro!

O artigo original, “Maternal Warmth Moderates the Link between Harsh Discipline and Later Externalizing Behaviors for Mexican American Adolescents”, da revista ‘Parenting: Science and Practice Journal', diz uma coisa. O ‘Daily Mail’ pega o estudo e transforma em uma reportagem claramente sensacionalista, afirmando que: “O estudo diz que punição é benéfica as crianças, contanto que venha de um ‘bom ambiente familiar’, o que é uma interpretação completamente EQUIVOCADA. Simplesmente, isso não foi a conclusão a que chegaram os autores do estudo!
E vai além!

O Daily Mail publicou, junto, fotos de crianças apanhando - em uma tentativa de levar o leitor a acreditar que é isso que o estudo aprova, sendo que não é! Uma vergonha!

Então o portal brasileiro ‘Terra’ simplesmente COPIOU a sequência de erros do Daily Mail (quero eu acreditar que se tratou de uma cópia e não de uma ação sem qualquer ética e de mau caratismo mesmo...) e transformou nessa ‘reportagem’, que só está servindo para fazer apologia à violência infantil. Sim, como se precisássemos de mais incentivo, num país onde cerca de 500 mil crianças são espancadas por ano, com muitas mortes, onde grande parte das agressões graves são iniciadas por uma dita ‘palmada educativa’!

Mais responsabilidade Steve Robson (reporter do Daily Mail), por favor!
Mais responsabilidade, repórter do Terra (não consegui identificar o nome, mas se alguém me ajudar e conseguir seu e-mail, repassarei esse protesto diretamente para ele/a!)
Jornalistas, por favor: LEIAM SEMPRE os artigos originais na íntegra antes de emitir sua opinião em forma de ‘matéria’. Tentem entender realmente o que o estudo está querendo dizer, a fim de não cair no erro grotesco de se escrever algo mentiroso, inapropriado e sem qualquer acurácia, repleto de más interpretações - coisa que, inclusive, parecer ser bastante comum no Daily Mail... Será que os leitores não merecem conhecer, verdadeiramente, o que os pesquisadores estudaram? Quantos lerão essa ‘matéria’ e, sentindo-se avalizados pelo paradigma científico atualmente dominante, entenderão que tudo bem dar palmadas nos filhos?

Vamos então, por uma questão de SERVIÇO coletivo, e não de DESSERVIÇO, ver realmente o que foi que a tal pesquisa, coordenada por Miguelina Germán, realmente descobriu. Aqui vai também o link para o artigo original, para quem acha que entender o estudo de fato é importante: http://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/15295192.2013.756353
Resumo (caso você não leia em inglês, não tem problema; estamos reproduzindo aqui o resumo como originalmente publicado no artigo, apenas para atestar a autenticidade do que foi escrito pelos autores. Você pode também acionar o tradutor do Google, caso queira. Senão, passe direto lá para baixo que explicamos).
Objective: This study examined maternal warmth as a moderator of the relation between harsh discipline practices and adolescent externalizing problems one year later in low-income, Mexican American families. Design. Participants were 189 adolescents and their mothers who comprised the control group of a longitudinal intervention program. Results. Maternal warmth protected adolescents from the negative effects of harsh discipline such that, at higher levels of maternal warmth, there was no relation between harsh discipline and externalizing problems after controlling for baseline levels of externalizing problems and other covariates. At lower levels of maternal warmth, there was a positive relation between harsh discipline practices and later externalizing problems. Conclusion. To understand the role of harsh discipline in the development of Mexican American youth outcomes, researchers must consider contextual variables that may affect youths’ perceptions of their parents’ behavior, such as maternal warmth.
Vamos lá, vamos entender.

Foram analisadas 189 crianças (amostra PEQUENA!) entre 12-13 anos, todas de baixa renda no México (onde o modo de criação comum pode ser MUITO diferente do modo de criação na Inglaterra, nos EUA, no Brasil...). O grupo de pesquisadores teve dois objetivos:

1. Entender o estilo de vínculo nas relações mãe /filho
2. Relacionar o vínculo à externalização de comportamento (agressividade direcionada de maneira anti-social). As mães foram entrevistadas sobre isso (o que já é um viés ENORME, não há um observador de fora, que observe o comportamento da criança. Quem relata é a mãe, que pode relatar de maneira imprecisa, consciente ou inconscientemente, sem haver qualquer tipo de critério previamente definido).

O que os pesquisadores NÃO estudaram:

1. Sintomas de ansiedade ou depressão nas crianças
2. Empatia e interações sociais da criança com outros
3. Desenvolvimento emocional e saúde das crianças
4. Sucesso acadêmico das crianças ou avaliação de inteligência

Os pesquisadores dizem: "Esse estudo demonstra que o aconchego - ou acolhimento, ou zelo, ou mesmo calor - maternal NÃO PROMOVE o desenvolvimento de comportamentos externalizantes, como a agressividade, na presença da disciplina severa". Ou seja: o acolhimento maternal é um fator de PROTEÇÃO contra a agressividade infantil, em famílias onde há disciplina severa por parte de outros membros da família.

Ou seja, o estudo analisou somente o que chama de "externalização" (a agressividade manifestada pela criança), mas não analisou a "internalização" (aquilo que a criança processa sozinha, com ela mesma e que guarda para a vida...) e outros distúrbios, como depressão, ansiedade, tristeza, que estão presentes em níveis alarmantes em nossa sociedade.

Os pesquisadores descobriram que "disciplina severa" (que pode ou não envolver palmadas e gritos - isso NÃO foi descrito no artigo!) foi de certa forma compensado quando mãe e filho tinham um vínculo seguro...
O que a pesquisa não diz:

- os pesquisadores não descrevem nada sobre os efeitos da ‘disciplina severa’;
- a pesquisa não diferencia entre abuso verbal e físico
- não analisou outros efeitos psicológicos ou físicos da disciplina severa
e, mais importante que tudo
- NÃO faz apologia ao uso de disciplina severa, particularmente de palmada em qualquer momento!

Os pesquisadores dizem, literalmente:
“É importante notar que não estamos aprovando o uso de disciplina severa” (Leiam lá, no penúltimo parágrafo do artigo original, LEIAM!)
Então, o que podemos aprender com essa pesquisa? Que disciplina severa produz provavelmente MENOS estragos se o vínculo entre mãe e filho for bom, for forte. E que se, por ventura, perdemos a paciência em determinado dia e fomos severos demais, chegamos a gritar ou, até mesmo, batemos em nossos filhos (esperamos que não, que tenhamos nos controlado antes...), mas caso tudo isso tenha acontecido em um dia ruim, quando o vínculo é seguro, quando mãe e filho são próximos, a criança provavelmente ficará bem.
Mas o artigo NÃO defende, absolutamente, que se bata nas crianças como forma de disciplina!

Resumindo: a Dra. Miguelina Germán deve estar horrorizada com isso. Ela e sua equipe tinham como objetivo investigar a situação catastrófica em termos de agressividade em famílias de baixa renda mexicanas. Eles descobriram que, quando o vínculo entre mãe e filho era forte, os efeitos da disciplina severa eram 'menos piores', e também que a relação entre vínculo materno e comportamentos anti-sociais tem influência de OUTROS fatores, não somente do vínculo.

Concluem dizendo que:
"Onde as práticas de disciplina severa são consideradas normais, culturais, há outros fatores que podem ajudar a diminuir todo malefício que essa criança está recebendo".

NUNCA foi dito que bater seria benéfico, pelo contrário! Como é que virou essa coisa?

Considerando-se uma GRANDE quantidade de estudos científicos sobre punições corporais que mostram os malefícios a longo prazo do uso de palmadas, isso é MUITA irresponsabilidade. Ano passado, pesquisadores canadenses analisaram os resultados das pesquisas sobre castigos físicos infantis realizadas nos últimos vinte anos e publicaram no periódico científico CMAJ - Canadian Medical Association Journal. Os resultados mostram que a punição física em crianças está associada ao aumento dos níveis de agressão infantil, além de não ser mais efetivo em estimular a obediência quando comparado a outros métodos. Além disso, a punição física durante a infância está associada a problemas de comportamento na vida adulta, incluindo depressão, tristeza, ansiedade, sentimentos de melancolia, uso de drogas e álcool, e desajuste psicológico geral.

Pessoal, mais responsabilidade social.
Mais respeito com a comunidade científica que está trabalhando em defesa das crianças.
Mais respeito, por favor.

* Andréia Mortensen é bióloga, mestre e doutora em Bioquímica pela USP, com pós-doutorado em Neurociências pela OHSU (Portland, EUA) e Neurobiologia pela Universidade de Pittsburgh. Atualmente, é professora da Universidade de Medicina Drexel, Departamento de Farmacologia e Fisiologia, Filadélfia, PA.

Fonte: Blog Cientista que Virou Mãe

Campanha de maquiagem aborda violência contra a mulher

A organização alemã Terres des Femes (Terra das Mulheres) luta pelos direitos das mulheres e acabou de lançar um vídeo falando sobre a maquiagem da vida real.

A organização fez uma parceria com a agência McCann, de Berlin, e lançou um vídeo sobre uma maquiagem chamada Truth (”Verdade”). Esse produto fictício é, na verdade, algo que você coloca no rosto e mostra tudo o que está por trás da maquiagem. Uma espécia de demaquilante das máscaras que as mulheres usam todos os dias.

Na Alemanha, uma em cada quatro mulheres são, frequentemente, vítimas de alguma espécie de violência. O propósito do vídeo é mostrar os efeitos e consequências das mulheres que colocam maquiagem todos os dias para esconder uma agressão.

A maquiagem que o vídeo mostra é um “cosmético ideológico”, por assim dizer, aquele que cobre algo que a sociedade não quer ver, que cada uma das mulheres agredidas não quer enxergar.

O projeto colocou nas ruas de Berlin stands testando maquiagem dessa marca “Truth”. As pessoas paravam para fazer uma maquiagem grátis e, quando se olhavam nos espelho, tinham um olho roxo desenhado.

A ação chocou muitas pessoas que estavam de passagem, e especialmente as clientes, mas foi muito eficiente em mostrar o quão séria é a situação da violência doméstica na Alemanha. A ideia podia ser levada adiante e estendida para muitos outros países, que também vivem essa realidade escondida todos os dias.

O slogan da campanha fala por si só: “The Truth by Terres des Femmes, a primeira maquiagem a expôr a verdade. E eles vão mais longe dizendo “Encare a realidade”.

Pessoalmente, esse tipo de campanha inteligente, mesmo que um pouco chocante e invasiva, é o que a sociedade precisa para tirar as mulheres agredidas das sombras. Toda mulher precisa lutar por si mesma, agressão não é uma vergonha que não para quem agride.

Confiram o vídeo abaixo:



Fonte: AsMariasBlog

Professores promovem atos por melhorias educacionais

Durante a semana passada, profissionais de educação e entidades da sociedade civil que atuam no setor em todo o país promoveram atos, marchas, paralisações, seminários, além de audiências com parlamentares e governo. Hoje (28), no Dia da Educação, as atividades terminam, mas o debate da valorização do setor continua.

Os eixos das reivindicações são três: o piso, a remuneração e carreira dos docentes, a formação inicial e continuada dos profissionais em educação e boas condições de trabalho. Sobre o último tema, na cartilha distribuída pela Campanha Nacional pelo Direto a Educação – articulação de mais de 200 movimentos e organizações da sociedade civil –, das escolas públicas que responderam o Censo Escolar 2011 (99,8% das instituições), 46,8% têm sala dos professores, 27,4% biblioteca e 14,8%, salas para leitura. Além disso, 14,3% não oferecem água filtrada e 17,5% não têm sanitário dentro do prédio da escola.

Segundo levantamento feito pela entidade, o salário dos professores é 38% menor do que o dos demais profissionais com nível superior completo ou incompleto. Entre 47 profissões, a de professor de ensino fundamental das séries iniciais figura na 31ª posição, com média salarial de R$ 1.454, menos do que ganhavam, em média, os corretores de imóveis (R$ 2.291), caixas de bancos (R$ 1.709) e cabos e soldados da polícia militar (R$ 1.744).

O salário é protegido pela Lei do Piso Nacional dos Professores da Rede Pública. Pela norma vigente, o piso salarial nacional do magistério da educação básica é R$ 1.567 e deve ser pago em forma de vencimento. No entanto, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), apenas o Distrito Federal e quatro estados (Acre, Ceará, Pernambuco e Tocantins) cumprem integralmente a lei.

O cumprimento da lei, entre outros pedidos, levou 22 estados a aderirem a paralisação proposta pela CNTE. Do dia 23 ao dia 25 de abril, professores da rede pública estadual e municipal de ensino em todo o país cruzaram os braços por melhores condições de trabalho. Dois estados: São Paulo e Maranhão continuam em greve.

Toda a movimentação teve resultado, um deles, a instalação de uma Comissão Mista de Fiscalização e Acompanhamento de Políticas Públicas, que terá a educação como primeiro item da pauta. Assumiram o compromisso os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Renan Calheiros declarou também que vai cuidar pessoalmente do calendário de discussão e votação do Plano Nacional de Educação (PNE), que está no Senado.

"Os professores e os demais profissionais de educação são elementos fundamentais para o cumprimento do direito constitucional da educação de qualidade no país. Com a desvalorização que vem se efetivando, a desvalorização social e salarial, aqueles que se formam em pedagogia terminam não querendo seguir a carreira de docente", diz a coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Iracema Nascimento.

Já o presidente da CNTE, Roberto Leão diz que a carreira de docente não é atrativa à juventude. “Os professores trabalham muito e não têm uma jornada respeitada para poder viver com razoável dignidade". Em nota divulgada à imprensa, a CNTE informa que mais greves vão ocorrer em todo o país em função do descumprimento da Lei do Piso.


Fonte: Agência Brasil

Reunião debate proteção de crianças e adolescentes durante a Copa das Confederações e outros grandes eventos

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) está recebendo governos estaduais e prefeituras que serão sedes da Copa das Confederações para debater ações de proteção integral de crianças e adolescentes. Nesta quinta-feira (25), a secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Angélica Goulart, se reuniu com os representantes de estados e municípios em Brasília (DF).

O objetivo é saber como cada um dos locais está se articulando e trocar experiências, no intuito de criar procedimentos padronizados em relação ao fluxo de atendimento e organização da metodologia de trabalho. Uma das propostas é criar plantões de proteção integral, em um espaço fixo ou temporário, no entorno das arenas esportivas.

Além disso, cada um dos Estados está constituindo comitês locais que tem entre as suas responsabilidades a elaboração de um plano integrado de proteção. Nesse documento, vão constar todos os equipamentos e serviços da rede que funcionarão, a lista de profissionais envolvidos e atribuições.

A secretária nacional considera a Copa das Confederações como um bom momento para aperfeiçoar os sistemas de proteção, servindo como experiência para outros grandes eventos que o país sediará, como a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016. “Se constitui em um grande exercício”, afirmou Angélica.

Copa das Confederações – O torneio, organizado pela Fifa, reunirá os campeões de cada um dos continentes, além do país sede e o atual campeão mundial, entre os dias 15 e 30 de junho deste ano. É considerado um evento-teste para a Copa do Mundo. No Brasil, seis das 12 cidades-sede do Mundial receberão as partidas da Copa das Confederações: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Fortaleza (CE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos

Saiba quais são os exames essenciais para saúde da mulher

O costume de visitar o médico periodicamente é muito importante para a saúde. Porém, infelizmente, é um hábito ainda muito ignorado. Quando se trata do ginecologista, por exemplo, é bastante comum que a correria do dia a dia faça com que a consulta seja adiada. "Se a paciente não apresentar alguma disfunção, o ideal é que a primeira consulta ginecológica seja marcada logo depois da primeira menstruação. A partir daí, a periodicidade deve ser anual", aponta a especialista em obstetrícia e ginecologia Fabiane Andrade Vargas.

Ela defende a máxima de que todas nós sabemos, mas nem sempre colocamos em prática: a prevenção é imprescindível para uma boa saúde. "Ao seguir as recomendações médicas, dificilmente a paciente terá algo sério do ponto de vista ginecológico", avisa.

Mesmo fazendo os checkups anuais, você sabe que tipo de exames são solicitados por seu médico para garantir que tudo será verificado apropriadamente? O histórico familiar e os antecedentes pessoais devem ser levados em conta, é claro, mas um paciente informado contribui para uma consulta mais proveitosa. Por isso, vale conhecer os dez exames indispensáveis para uma avaliação completa da saúde da mulher. Confira:

1. Preventivo ou Papanicolau

É fundamental para o diagnóstico das primeiras alterações no colo do útero, que são fáceis de tratar, sendo recomendado pela maioria dos médicos a partir da primeira relação sexual e anualmente desde então. "O câncer de colo uterino é o que mais mata as mulheres no Brasil devido à falta do exame preventivo", alerta Fabiane.

2. Mamografia

Na opinião da maioria dos ginecologistas, esse exame, que detecta anormalidades no tecido da mama, deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos de idade. Exceções são feitas para quem tem casos entre os parentes, pois quem tem história familiar de câncer de mama pode ter que iniciar mais cedo o monitoramento e a prevenção.

3. Hemograma

Esse exame oferece um parâmetro de como estão as células sanguíneas e as plaquetas, além de identificar inflamações, infecções e anemias. Ele deve ser pedido já na primeira consulta como parte do checkup.

4. Glicemia

Ajuda a identificar os níveis glicêmicos no sangue, inclusive para o diagnóstico da diabetes. Ele também deve ser solicitado na consulta inicial.

5. Sorologias

São ordenadas de acordo com o histórico e a suspeita de diagnóstico de cada paciente. "Os testes para as principais Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) também devem fazer parte de um bom checkup", recomenda a médica.

6. TSH

É um exame de sangue indicado para avaliar as funções da tireoide. Dependendo dos sintomas, pode ser solicitado antes dos 40 anos, mas deve ser incluído regularmente na lista de procedimentos médicos.

7. Pós-menopausa

Esse é um período que atinge mulheres entre 45 e 50 anos. A partir daí, são necessárias outras checagens. "Solicitamos exames de função do fígado e do rim, bem como de colesterol total e frações, além de todos os citados nos itens anteriores." Nesse momento, Fabiane recomenda também uma avaliação com um cardiologista.

8. Densitometria óssea

Determina a densidade dos ossos do corpo humano. É importante que o exame seja realizado após os 50 anos, período em que se começa a perder eficiência óssea. Se os resultados forem normais na primeira checagem, a desintometria óssea deve ser repetida a cada dois anos. Mas a partir do momento em que aparecem alterações, a frequência recomendada é anual.

9. Ultrassom transvaginal e ultrassonografia mamária

Esses exames não são pedidos como parte da rotina médica por serem mais específicos. A intenção é avaliar os órgãos do sistema reprodutivo feminino. "A maioria dos médicos concorda com o fato de que eles só devem ser solicitados quando a paciente apresentar sintomas ou histórico familiar, e não como rotina", avisa a especialista. A ultrassonagrafia mamária, por exemplo, pode complementar o diagnóstico em caso de mamas mais densas durante a mamografia.

10. Colposcopia

Trata-se de um exame mais detalhado do colo do útero. "A colposcopia deve ser solicitada em caso de alterações específicas do preventivo (Papanicolau) se a paciente apresentar sintomas ou quando o médico perceber algo suspeito durante o exame de rotina", comenta Fabiane. A urocultura (exame de urina) é também pedida em casos de pacientes com sintomas específicos, como ardência ao urinar.


Fonte: Bonde / Portal Vital / Unilever

Tráfico internacional de pessoas: subproduto da globalização

O fenômeno globalizatório, grande catalizador da desigualdade no plano internacional, tem seu auge a partir da segunda metade do século XX, quando os Estados se defrontaram com uma nova realidade, em que os desafios que lhes são impostos deixam de encontrar solução no direito interno, constrangendo-os a buscar a cooperação e a regulamentação internacionais para problemas que passam a ser globais. Entre estes, situa-se o desenvolvimento da criminalidade transnacional, a exemplo dos vários tipos de tráficos internacionais, como o tráfico de drogas, de armas e de pessoas para diversos fins.

Atualmente, o tráfico de pessoas, considerado como forma moderna de escravidão, é uma das atividades mais rentáveis do crime organizado no mundo, perdendo em lucratividade apenas para o tráfico de drogas e de armas. Estima-se que da totalidade de vítimas, quase a metade seja subjugada para exploração sexual.

As abordagens e compreensões já construídas demonstram que o tráfico de pessoas não tem causa única, mas resulta de uma série de fatores relacionados às oportunidades de trabalho, aos fluxos migratórios, à busca por melhores condições de vida, às desigualdades sociais e à discriminação. Para seu efetivo enfrentamento, são necessárias ações nacionais, internacionais, jurídicas e políticas, articuladas e intersetoriais, estruturadas em três eixos estratégicos, os quais incluem a prevenção, a atenção às vítimas e a repressão.

A prevenção visa a minimizar a fragilidade de determinados grupos sociais, fomentar políticas públicas de combate e realizar pesquisas para a coleta de informações. Já o eixo de atenção às vítimas, nacionais ou estrangeiras, visa ao seu devido tratamento e reinserção social com adequada assistência consular e acesso à Justiça de forma não discriminatória.

Quanto à repressão, a intenção está em fiscalizar, controlar, investigar e responsabilizar. Os mais importantes instrumentos internacionais para o enfrentamento do tráfico internacional de pessoas são o Protocolo Adicional Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, em Especial Mulheres e Crianças e o Protocolo Adicional relativo ao Combate ao Tráfico de Migrantes por Via Terrestre, Marítima e Aérea, ambos adotados em 2000 e ratificados pelo Brasil em 2004, que complementam a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional. O Código Penal pátrio promoveu a adequação legislativa em 2006 e 2009, por meio do artigo 231 que, todavia, ainda necessita de aprimoramentos.

O “tráfico de pessoas” é definido na legislação internacional como o recrutamento, transporte, transferência, alojamento ou acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou outras formas de coação, ao rapto, fraude, engano, abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração. Vale ressaltar que, no caso de crianças e adolescentes, mesmo sem o emprego desses meios coercitivos, o simples recrutamento, transporte, transferência, alojamento ou acolhimento para fins de exploração será considerado tráfico de pessoas.

Percebe-se que o tráfico de pessoas nutre estreita relação com o trabalho forçado, pois sua principal finalidade é fornecer mão de obra para o trabalho forçado, seja para a exploração sexual comercial, econômica, ou para ambas. Trabalho forçado, na definição da Organização Internacional do Trabalho, significa todo trabalho ou serviço exigido de uma pessoa sob a ameaça de sanção e para o qual ela não tiver se oferecido espontaneamente.

Do ponto de vista nacional, o Brasil só direcionou esforços para o enfrentamento ao tráfico de seres humanos quando pesquisas o incluíram nas rotas internacionais, evidenciando também a existência de rotas nacionais. Em 2006, foi adotada a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - PNETP, tornando o problema alvo de uma política de Estado. O Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, previsto pela PNETP, foi instituído em 2008 e objetiva dar concretude aos princípios, diretrizes e ações plasmados nesta Política. Dados recentes da ONU apontam a existência de 241 rotas do tráfico no país, sendo 110 de tráfico interno e 131 de tráfico internacional. As regiões Norte e Nordeste têm a maior concentração dessas rotas.

No entanto, a constituição de uma rede de enfrentamento ao tráfico de pessoas no Brasil e no mundo continua sendo um desafio, pois se trata de fenômeno complexo e multifacetado. Impulsionadas pela globalização, a pobreza e a conseqüente violação dos direitos humanos contribuem decisivamente para a vulnerabilidade a qualquer tipo de exploração. Além dos mecanismos nacionais de prevenção, assistência às vítimas e repressão, o combate ao tráfico de pessoas exige a reorientação da política internacional para uma “globalização ascendente”, no sentido de progredir para uma melhor distribuição de riquezas em nível global e uma maior proteção dos direitos humanos.


Fonte: Opera Mundi

Conade aprova resolução contrária a projeto de lei que pretende reduzir cotas para pessoas com deficiência no mercado de trabalho

O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) aprovou uma resolução contrária ao PLS 112/2006, que trata da redução das cotas para pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O parecer do órgão foi dado durante reunião realizada de quarta (24) a sexta-feira (26), em Pirenópolis (GO). O projeto tramita na Comissão de Constituição de Justiça do Senado Federal.

As cinco comissões que compõem o colegiado também definiram o planejamento estratégico deste e do próximo ano.

Atualmente, o Conade é presidido por Antônio José Ferreira, secretário nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). “A reunião foi bastante produtiva porque todos os conselheiros estavam empenhados em produzir um planejamento executável para o biênio 2013/2014”, afirmou o secretário ao avaliar o encontro.


Fonte: Secretaria de Direitos Humanos

SDH/PR apresenta preparativos para 3º Encontro Ibero-Americano sobre Direitos Humanos das Pessoas Idosas

A coordenadora-geral de Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Neusa Pivatto Muller, falou sobre os preparativos para organização do 3º Encontro Ibero-Americano sobre Direitos Humanos das Pessoas Idosas. A apresentação aconteceu durante a reunião ordinária do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa (CNDI), nesta quinta-feira (25), em Brasília (DF).

O evento está programado para acontecer entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, reunindo autoridades, técnicos e representantes da sociedade civil de oito países. Estão previstos debates em torno de diversas questões como saúde, previdência social, enfrentamento à violência, participação cidadã, entre outros tópicos. “Estamos seguindo os temas que mais preocupam a população idosa”, explicou Neusa.

Ainda no campo de cooperação internacional, a coordenadora entregou aos conselheiros o projeto de Convenção Interamericana sobre os Direitos Humanos das Pessoas Idosas, elaborada por um grupo de trabalho ligado ao Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA). O documento foi debatido em reunião realizada neste mês, em El Salvador.

Ela também comentou as dificuldades de implementar uma convenção no contexto da Organização das Nações Unidas (ONU). “A falta de consenso entre os países no âmbito das Nações Unidas dificulta o avanço das negociações verificadas no âmbito da OEA, razão pela qual a expectativa em relação à elaboração de projeto de convenção no âmbito da ONU deve ser formada com certa dose de cautela”, afirma Neusa em documento distribuído aos membros do CNDI.

Lançamento – A coordenadora ainda comunicou que a SDH/PR fará o lançamento da Campanha de Enfrentamento à Violência contra a População Idosa, no dia 15 de maio, durante o Encontro Nacional de Promotores (as), Defensores (as) e Delegados (as), que acontecerá na sede da própria secretaria.

Protocolo – Também foi apresentada a portaria interministerial que instituiu o Protocolo Nacional Conjunto para Proteção Integral a Crianças e Adolescentes, Pessoas Idosas e Pessoas com Deficiência em Situação de Riscos e Desastres. A coordenadora-geral de Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa comentou que foi constituído um grupo de trabalho para tratar da divulgação e implantação das normas.


Fonte: Secretaria de Direitos Humanos

Campanha ressalta relação entre estupro e o vírus HIV

A campanha Mulheres e Direitos no Brasil - Eixo Violência e HIV, criada através de parceria entre o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), a União Europeia, o Fundo de População das Nações Unidas, e a ONU Mulheres, foi lançada ontem na Capital. Partindo da premissa de que 80% das agressões contra a mulher são cometidas pelo marido, companheiro ou namorado, e que 42% dos casos de violência sexual envolvem agressores que mantêm relações afetivas há mais de dez anos com as vítimas, a campanha quer alertar para o fato de que, mesmo nestas situações, contrair HIV é uma consequência frequente. Somente no ano passado, Porto Alegre registrou 485 denúncias de estupro.

“Entre adultos, e mesmo dentro do casamento, entre marido e mulher, a relação imposta pela força também caracteriza estupro”, informa a cartilha. A ferramenta principal de alerta da campanha é um vídeo que traz depoimentos de mulheres e homens que foram vítimas de violência física, sexual e psicológica, além da fala de alguns agressores. O mais chocante nos relatos é a constatação de que no núcleo familiar os abusos são velados e, por isso, duram anos. Outro ponto destacado é que o ciclo da agressão se propaga de pais para filhos, sendo os exemplos de abusos cometidos dentro de casa seguidos por outras gerações.

“Assim como a violência homofóbica, a violência contra a mulher é inaceitável e deve ser coibida. Além de violar direitos humanos básicos, é fator de vulnerabilidade a infecção pelo HIV”, afirma o Pedro Chequer, coordenador do Unaids no Brasil. De acordo com ele, a campanha surgiu na Amazônia, na tribo tikuna, na qual é desenvolvido um projeto de combate à Aids. Todos os materiais desenvolvidos, entre áudio, vídeo e texto, são dublados para o idioma tikuna, falado por mais de 30 mil pessoas no Brasil, e também para o espanhol e o inglês. “As indígenas estão se emancipando e denunciando as agressões”, conta.

Chequer explica que a ligação entre violência e HIV foi estabelecida por meio de pesquisas científicas que mostram que a violência contra a mulher é um fator importante na disseminação da Aids. De acordo com o coordenador, os homens são fundamentais no combate à violência, pois eles são os autores dos abusos e, se não estiverem mobilizados, o panorama não se reverterá.

A cartilha traz explicações sobre todos os tipos de violência, juntamente com estatísticas, motivos para a busca de uma medida protetiva, formas da transmissão do HIV e instruções para a gravidez resultante de estupro, inclusive sobre o direito de aborto nestes casos. “Nesse momento, precisamos lembrar que o Estado é laico e que interferências não devem ser aceitas”, ressalta Chequer.

Dirceu Greco, diretor do Departamento Nacional de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, enfatizou a importância de desenvolver o trabalho nas escolas. “O ciclo de violência só é interrompido quando se pune o agressor, porém, para a prevenção é preciso conscientizar os jovens”, argumenta. Ele sugeriu que a campanha se torne uma das bandeiras da Jornada da Juventude e da Copa das Confederações, que atrairão um grande público para o País neste ano.

A parceria entre Unaids, ONU e o município resultou na construção de um plano integrado, chamado Aids Tchê, que buscará a prevenção da doença entre jovens, com ênfase no programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE). Outro foco será o combate à epidemia entre mulheres, gays e homens que fazem sexo com outros homens, além do fortalecimento dos movimentos sociais e das ações preventivas junto à população negra.


Fonte: Jornal do Comércio

Jovens brasileiros preferem ser engenheiros do que advogados

Por primeira vez, os jovens brasileiros começam a colocar os olhos nas faculdades de engenharia. Em algumas delas, o número de alunos inscritos superam os do curso de direito, enquanto que, até bem pouco tempo, ter um filho ou uma filha advogados era o sonho de qualquer família.

De fato, o Brasil era considerado o país dos advogados. Os 1.240 cursos de direito talvez superem aos de todos os outros países do mundo juntos. No total, os advogados habilitados para exercer a profissão são uns 800.000 mil; porém, poderiam chegar a três milhões se todos passassem no exame obrigatório na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Até agora, a engenharia tem sido a ‘cinderela’ dos interesses dos jovens. Hoje, o país conta com 600.000 engenheiros, seis para cada mil trabalhadores na ativa. Nos Estados Unidos da América e no Japão, a proporção é de 25 engenheiros por mil trabalhadores. Enquanto o Brasil coloca apenas 1,4% para a investigação em engenharia, os Estados Unidos põem 28,1% e o Japão, 10,3%.

A cada ano, o Brasil forma 26.000 engenheiros. Na China, são formados anualmente 450.000; na Índia, 200.000 e na Coreia do Sul, 80.000. E no Brasil a grande maioria dos engenheiros se formam em engenharia civil. Enquanto os cursos em Ciências Humanas e Sociais monopolizam 75% dos cursos universitários, a engenharia conta somente com 8,8%.

O Brasil necessita com urgência um novo exército de engenheiros para dar andamento ao grande desenvolvimento que tem pela frente, sobretudo no campo do petróleo e da energia em geral.

Não necessita com urgência somente de engenheiros, mas de todo tipo de trabalhadores qualificados. Há 14 anos, quando cheguei ao Brasil, fiz uma pequena investigação (veja em espanhol) em São Paulo. Visitei presidentes e diretores gerais de grandes empresas; fiz a todos a mesma pergunta: em que o país deveria investir com mais urgência. 98% responderam: em mão de obra qualificada. O presidente da Telefônica contou que quando eles chegaram ao Brasil necessitavam centenas de engenheiros elétricos e não os encontraram. Tiveram que formá-los nas carreiras...

Ricardo Gattass, superintendente da área de Universidades do Projeto de Inovação Finep,, do governo, declarou que a engenharia hoje "é um fator altamente estratégico para o Brasil”. E explica: "Sem engenheiros, não é possível levar a cabo um projeto de desenvolvimento industrial nacional”.

O mesmo afirma Luiz Carlos Bresser, advogado e ex-ministro de Economia do Brasil, para quem no país "há advogados e economistas de sobra, enquanto que, dramaticamente, faltam engenheiros”. Se a alta burocracia chinesa é formada em 80% por engenheiros, a do Brasil apenas chega a 10%.

O governo de Dilma Rousseff conhece a falta urgente de engenheiros sofrida pelo Brasil e mobilizou o Ministério da Educação, que lançou uma série de projetos para incentivar ditos estudos, como o Promove, ao que foi dedicado 45 milhões de reais. E o de Innova Engenharia, destinado a modernizar o ensino de Ciências nas Universidades.


Fonte: Adital

domingo, 21 de abril de 2013

Dia da Terra é celebrado com Piqueniques em capitais do Brasil

Chamar a atenção para as ações voltadas ao cuidado com o meio ambiente, que respeitam a diversidade e o ritmo da natureza e conscientizam a população. E isso de forma bem lúdica. É assim que São Paulo e Santa Catarina vão celebrar o Dia da Terra – comemorado no dia 22 abril – com piqueniques com uma pegada mais ecológica marcados para este final de semana.

No próximo domingo, dia 21 de abril, o Piquenique de Trocas de Sementes e Mudas das Estações promete movimentar o Parque da Luz, em São Paulo. Em sua 11ª edição, a ideia da mobilização é a mesma: os participantes devem levar sementes e mudas para troca e ideias de cultivo para as mesmas, receitas vegetarianas e veganas para que todos possam experimentar, talheres e copos reutilizáveis além da alegria e carinho com a natureza para compartilhar novas ideias com pessoas diferentes e para curtir o evento com tranquilidade.

Seguindo o exemplo de São Paulo está a capital de Santa Catarina, Florianópolis, que também realiza no domingo um grande piquenique no Parque Ecológico do Córrego Grande, localizado na capital catarinense. Além do compartilhamento de ideias mais ecológicas e da recomendação de não trazer produtos industrializados para consumo, a ocasião será marcada pela gravação do documentário "Occupy Love”, que cobre diversos movimentos de pessoas com o seguinte questionamento: "Você acredita que o que estamos vivendo é o início de uma história de amor das pessoas com o mundo?”.

As celebrações estão sendo organizadas para relembrar a importância que o planeta Terra e seus ecossistemas possuem para o fornecimento de vida e sustento das pessoas (água, ar, frutas e verduras são apenas alguns exemplos para ilustração sobre o que a Terra pode oferecer para a nossa vida) e para reafirmar o compromisso firmado na Declaração do Rio no evento Eco 1992 e que foi reafirmado no documento final da Rio +20, que afirma que para alcançar um justo equilíbrio entre as necessidades econômicas, ambientais e sociais das gerações presentes e futuras é necessário promover a harmonia com a natureza.

Os piqueniques são abertos ao público e quem não possui sementes ou mudas para troca ou alguma experiência com produtos e receitas ecologicamente corretas podem participar. Para mais informações acessem as páginas dos eventos: https://www.facebook.com/events/137334766432675/

https://www.facebook.com/events/173549779467045/

O que é o Dia Mundial da Terra?

Todos os anos, a 22 de Abril celebra-se o Dia Mundial da Terra.

A data foi criada em 1970, pelo senador norte-americano Gaylord Nelson que resolveu realizar um protesto contra a poluição da Terra, depois de verificar as consequências do desastre petrolífero de Santa Barbara, na Califórnia, ocorrido em 1969.

Inspirado pelos protestos dos jovens norte-americanos que contestavam a guerra, Gaylord Nelson, desenvolveu esforços para conseguir colocar o tema da preservação da Terra na agenda política norte-americana.

A população aderiu em força à manifestação e mais de 20 milhões de americanos manifestaram-se a favor da preservação da terra e do ambiente.

Desde essa data, no dia 22 de Abril milhões de cidadãos em todo o mundo manifestam o seu compromisso na preservação do ambiente e da sustentabilidade da Terra.

Atividades para o Dia da Terra

  • Plante uma árvore típica da sua zona;
  • Pinte um desenho do planeta Terra;
  • Incentive a reciclagem;
  • Reutilize materiais como plásticos e papelão e crie vários tipos de material escolar, como estojos, copos para lápis e caneta, pastas, etc;
  • Faça uma limpeza na escola;
  • Pinte um muro com motivos ecológicos;
  • Use menos energia, desligue as luzes quando possível.

Apagar as Luzes no Dia da Terra

Em alguns lugares, surgem campanhas que incentivam as pessoas a desligarem as luzes durante um minuto no Dia da Terra, como forma de consciencializar as pessoas para um gasto menor de eletricidade. É um evento parecido com a Hora do Planeta, que ocorre normalmente no último sábado do mês de março, e que propõe exatamente a mesma coisa.


Fonte: Adital / CalendaR Portugal

HUB apoia grupo de combate à homofobia

Era uma segunda-feira como outra qualquer, em fevereiro deste ano. Uma aluna do 5º semestre do curso de agronomia da Universidade de Brasília dirigia-se ao estacionamento do Instituto Central de Ciências (ICC), no campus Darcy Ribeiro, quando foi agredida por um homem, aparentemente por ser homossexual. O caso foi registrado na 2ª Delegacia de Polícia e uma cópia do boletim de ocorrência foi entregue à Reitoria da UnB, que abriu sindicância para apurar o caso.

Foi pensando em evitar este tipo de ocorrência no âmbito acadêmico e fora dele que, durante uma plenária realizada pelo Decanato de Assuntos Comunitários em julho de 2011, uma equipe formada por 21 pessoas, entre professores, estudantes e servidores técnico-administrativos, decidiu criar o Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia (GT) da Universidade de Brasília.

Três meses após a criação, em outubro daquele ano, o GT foi institucionalizado pela universidade. “A UnB já tinha outros grupos que trabalhavam contra a homofobia, mas compostos apenas por estudantes. Em nenhum momento a instância superior da universidade tinha se posicionado para esta formação”, conta Valdeníza Peixoto (foto), professora do Departamento de Serviço Social e uma das coordenadoras do grupo.

De acordo com José Zuchiwschi, professor da Faculdade de Educação e coordenador do GT, a intenção do grupo é ser representativo de toda a universidade, em todos os seus campi, com ações nos eixos de pesquisa, ensino e extensão. “Não temos a intenção de nos tornar uma instituição policialesca e atuar de forma punitiva, mas sim de forma pedagógica, no sentido de orientar as pessoas e trabalhar a questão do preconceito”, afirma Zuchiwschi.

O GT ainda não possui um espaço físico, porém, este é um problema a ser resolvido em breve. Uma das propostas do grupo é montar uma espécie de ouvidoria, com um disque-denúnica, para que os interessados possam procurar apoio. Por enquanto, os contatos podem ser feitos pelo e-mail gthomofobia@unb.br.

O Hospital Universitário de Brasília também tem representação no GT da UnB. A psicóloga Isabel Amora não apenas participa das ações do grupo, como realiza atendimento para adolescentes LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) no HUB.

Mediante autorização dos pais, a psicóloga realiza sessões de psicoterapia com os adolescentes. “Meu trabalho é conscientizá-los dos direitos que têm, ajudá-los a identificar a homofobia e a lidar com ela. Muitos deles sofrem agressões físicas e psicológicas, mas não as entendem como preconceito”, afirma Isabel.

Inclusão

“A UnB foi fundada para ser uma universidade de ponta, calcada na inclusão, na justiça social, procurando sempre uma posição crítica e sendo também inclusiva no sentido étnico, racial e sexual. O GT hoje é também uma vitrine para a universidade no sentido de mostrar a toda a sociedade que a UnB está preocupada com os novos temas e que é capaz de respeitar todas as diferenças”, diz Zuchiwschi.

A professora Valdenízia lembra que a UnB é uma instituição de vanguarda e é natural que ela coloque em debate a dimensão da orientação sexual. “Esse tipo de discussão é fundamental, porque a universidade está inserida na sociedade e faz parte de um complexo social mais amplo e universal. Queremos mostrar que estamos aqui, defendendo os direitos LGBT”, afirma.
 
Atendimento a adolescentes LGBT no Hospital Universitário
De segunda a sexta-feira, no período matutino
Interessados devem entrar em contato pelos telefones 3448 5434 ou 3448 527
Aberto à comunidade



Fonte: Portal da UnB

Tráfico de seres humanos: há mais vítimas na UE e os Estados-Membros tardam responder adequadamente

Apesar destes dados preocupantes e não obstante o prazo para a transposição ter terminado em 6 de abril último, até à data apenas 6 dos 27 Estados-Membros da UE transpuseram na íntegra para a respetiva legislação nacional a diretiva de luta contra o tráfico de seres humanos e apenas 3 efetuaram a sua transposição parcial.

"É difícil aceitar que países da UE livres e democráticos permitam que várias dezenas de milhar de seres humanos sejam privados da sua liberdade, sendo explorados e transacionados como mercadorias para a obtenção de lucros. Todavia, essa é a triste realidade com que nos deparamos: o tráfico de seres humanos está por todo o lado, muito mais perto do que pensamos. Fico muito desiludida por constatar que, apesar desta tendência alarmante, poucos países aplicam de facto a legislação em vigor neste domínio. Insto os países que ainda não o fizeram a cumprirem as respetivas obrigações", exortou a Comissária da UE para os Assuntos Internos, Cecilia Malmström.

Transposição rápida e plena da Diretiva da UE

Para contrariar esta tendência, os Estados-Membros da UE terão de transpor integralmente a legislação e as medidas em vigor em matéria de luta contra o tráfico de seres humanos.

Se a diretiva for integralmente transposta pode ter um impacto efetivo e concreto nas vidas das vítimas de tráfico e impedir que mais pessoas sejam vítimas deste crime hediondo. A nova legislação da UE contempla medidas em diversos domínios, como o direito penal, a ação penal contra os traficantes, o apoio às vítimas e ao exercício dos respetivos direitos em tribunal, assim como a prevenção do tráfico de seres humanos. Prevê igualmente a criação em cada Estado-Membro de um relator nacional ou mecanismo equivalente que permita identificar as tendências, recolher dados e avaliar o impacto das medidas adotadas neste domínio.

Direitos reconhecidos pela UE às vítimas de tráfico de seres humanos

A Comissão Europeia apresentou hoje igualmente uma panorâmica do conjunto dos direitos das vítimas do tráfico de seres humanos, disponibilizando informações claras e acessíveis sobre os seus direitos em matéria de trabalho, sociais, de residência e de indemnização reconhecidos pela legislação da UE. Essa lista de direitos pode ser utilizada pelas vítimas e pelos outros interessados na luta contra o tráfico de seres humanos (ONG, polícias, serviços de imigração, Inspeção do Trabalho, guarda fronteiriça, profissionais da saúde e assistentes sociais, etc.), contribuindo assim para o reconhecimento efetivo desses direitos e ajudando as autoridades dos Estados-Membros a prestarem a assistência e a proteção de que as vítimas precisam e merecem.

Dados recolhidos: principais constatações

O Eurostat e a Direção-Geral dos Assuntos internos publicaram o primeiro relatório com dados estatísticos sobre o tráfico de seres humanos a nível da UE, abrangendo o período 2008-2010. Todos os Estados-Membros da UE contribuíram para esse estudo. A recolha de dados comparáveis e fidedignos continuou a suscitar dificuldades e os dados têm de ser interpretados com cautela, pois representam apenas a ponta do icebergue. Um estudo da Organização Internacional do Trabalho revela que 880 000 pessoas foram vítimas de trabalho forçado na UE, incluindo exploração sexual forçada.

- Vítimas
O número total das vítimas identificadas ou presumidas foi de 6 309, em 2008, de 7 795, em 2009, e de 9 528, em 2010, o que representa um aumento de 18% durante o período em apreço.
A repartição por sexo e por idade das vítimas foi a seguinte: 68 % de mulheres, 17% de homens, 12% de raparigas e 3% de rapazes.
A maioria das vítimas foi vítima de tráfico para exploração sexual (62%). O tráfico para trabalho forçado surge em segundo lugar (25%), muito à frente de outros tipos de tráfico, como o tráfico para a remoção de órgãos, para atividades criminosas ou para venda de crianças (14%).
A maioria das vítimas identificadas ou presumidas nos três anos em causa provém dos Estados-Membros da UE (61%). Em seguida, figuram as vítimas provenientes de África (14%), Ásia (6%) e América Latina (5%).

A maior parte das vítimas descobertas nos Estados-Membros da UE é de origem romena ou búlgara.
A maioria das vítimas de países terceiros é nacional da Nigéria ou da China.
O número de autorizações de residência concedidas a vítimas de tráfico de seres humanos provenientes de países terceiros passou de 703, em 2008, para 1 196, em 2010.

- Traficantes
O número total de pessoas suspeitas de envolvimento no tráfico de seres humanos nos Estados-Membros da UE diminuiu aproximadamente 17% entre 2008 e 2010.
75% dos suspeitos de tráfico de seres humanos são do sexo masculino.
As pessoas suspeitas de se dedicarem ao tráfico para exploração sexual representam 84% do número total de suspeitos de envolvimento no tráfico durante o período em apreço.
Entre 2008 e 2010, o número total de condenações por tráfico de seres humanos diminuiu 13%.


Fonte: Barlavento Online

Professor da UnB alerta para riscos do mercúrio em vacinas infantis

Em janeiro deste ano, representantes de 140 países se reuniram em Genebra, na Suíça, para aprovar o texto final de um tratado ambiental que pretende restringir o uso e as emissões globais de mercúrio em produtos e processos industriais que utilizam o metal pesado, nocivo para a saúde e para o meio ambiente. Até 2020, o acordo deverá banir a produção, exportação e importação de certos tipos de lâmpadas fluorescentes, a maioria das baterias, pilhas, cimento, cosméticos, além de termômetros e aparelhos para aferir pressão arterial que utilizam a substância.

O documento, que estará aberto para assinaturas em um reunião no Japão, em outubro, ficou conhecido como Convenção de Minamata, em homenagem à cidade japonesa que sofreu com a contaminação de suas águas por mercúrio na década de 20. Apesar de considerado um avanço, o tratado deixou de fora um produto utilizado em larga escala: as vacinas para crianças. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, as doses são conservadas com uma substância chamada timerosal, à base de mercúrio. “Nações ricas como países da Europa, Estados Unidos e Canadá, já não usam mercúrio para preservar vacinas infantis”, afirma o professor do Departamento de Nutrição da UnB José Dórea, uma das maiores referências mundiais em pesquisas sobre o uso do metal pesado na área da saúde. Confira a entrevista concedida ao radialista americano Gary Null sobre o assunto.

O professor Dórea esclarece que o mercúrio pode ser particularmente nocivo para o feto, recém-nascidos, crianças e mulheres grávidas. “Esse grupo é mais vulnerável a qualquer substância, porque é um estágio delicado de desenvolvimento do sistema nervoso central”, explica. Estudos de Dórea sugerem que pequenas doses de mercúrio em vacinas para crianças podem impactar no desenvolvimento motor e intelectual a longo prazo. “Não falamos de consequências debilitantes, como deixar de andar ou dirigir um carro”, ressalva. “Trata-se do desenvolvimento de suscetibilidades para alterações do comportamento, de inteligência, coisas que ao longo da vida trazem desvantagens”, conclui.

O especialista afirma que não há riscos evidentes para adultos. “Para esse grupo, a dose relacionada por peso, nesse momento, não apresenta nenhum problema”, explica. O professor Dórea ressalva que, em casos emergenciais, não se pode prescindir do mercúrio como conservante para vacinas. “O problema é o uso regular, sistemático e progressivo”, diz. “Se houver um surto, uma epidemia, e for necessário que a vacina seja preservada com o timerosal, ninguém vai discordar”, exemplifica.

José Dórea argumenta que a Convenção de Minamata evidenciou a diferença de tratamento entre crianças de países ricos e pobres. “O que faltou nesse tratado foi uma cláusula que garantisse a simetria entre as crianças do mundo”, diz. “As crianças ricas podem receber um tipo de vacina e as pobres podem receber outro, sem problemas?”, questiona. “Somos a quinta economia do mundo, não temos problemas de dinheiro. Devemos desejar para nossas crianças o que os países ricos desejam para as delas”, conclui. Para Dórea, o debate deve ser levado às autoridades sanitárias brasileiras. “Ninguém fala nisso, é como se não existisse”, diz. “As autoridades deveriam dizer para a população não se preocupar, se o mercúrio não é um problema. Por outro lado, se não é um risco, por que existe um tratado internacional?”, questiona.

“O mundo todo já abandonou essa prática, mas o Brasil continua a gastar dinheiro em vacinas baratas, que obviamente têm que vir em embalagens múltiplas, que requerem preservativos”, continua o professor. José Dórea lembra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já proibiu o uso de merthiolate, outro produto a base de mercúrio, utilizado para tratar ferimentos externos, mas permitiu que a substância continuasse nas vacinas. “O que parece é que não ligamos para o bem-estar dos nossos compatriotas”, observa. “Achamos que as coisas lá fora são melhores e, realmente, são. Por que não imitamos o que eles têm de melhor?”, defende Dórea.

Pesquisas

O professor José Dórea se dedica a pesquisas na área que ele denomina Ecotoxicologia. “São questões de natureza ecológica, que têm complicações tóxicas em baixas quantidades e que estão permeadas na cadeia alimentar”, esclarece. Os focos são o mercúrio orgânico (metilmercúrio), que entra na cadeia alimentar e é encontrado na natureza, e o timerosal (ou etilmercúrio), fabricado artificialmente.

Dórea desenvolve trabalhos com populações ribeirinhas da Amazônia Ocidental, investigando as mudanças no comportamento em função do consumo de peixe, a exposição ao mercúrio e as consequências na saúde. Ele analisa ainda o uso do amálgama dentário, seus reflexos na transmissão do mercúrio ao feto, durante a gravidez, e ao recém-nascido, por meio do leite. O professor também realiza estudos para avaliar se a carga natural de mercúrio adquirida em vacinas, por exemplo, tem repercussão no desenvolvimento motor da criança. “O peixe a gente sabe que tem repercussão na saúde do ponto de vista da nutrição. Mas não sabemos ainda se o mercúrio que ele carrega atrasa ou não atrasa o desenvolvimento”, explica.


Fonte: Portal da UnB

No Dia do índio, País lança perfil sobre população indígena

Para comemorar o Dia do Índio, celebrado nesta sexta-feira (19), a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançaram a publicação, “O Brasil Indígena”, com a divulgação de dados demográficos da população sistematizados pelo censo de 2010. Além disso, a Funai também prepara uma série de atividades com programação sobre a cultura dos povos indígenas.

O Censo 2010 contabilizou 896 mil pessoas que se declaram ou se consideram indígenas. O estudo revela um crescimento da população indígena em relação ao Censo 2000, quando 294 mil pessoas se declararam indígenas. De acordo com a publicação, o crescimento se deve ao “número de pessoas que se reconheceram como indígenas, principalmente nas áreas urbanas do país”.

“A publicação demonstra a recomposição demográfica dos povos indígenas no Brasil e mostra o quanto eles contribuem para a formação do povo brasileiro”, disse a presidente da Funai, Marta Azevedo.

O folder será distribuído em escolas, instituições públicas e instituições que trabalham com os povos indígenas.

Programação Cultural

As comemorações para o Dia do Índio incluem a abertura da mostra “Arte Karajá – Iny Bededyynana”, que traz a produção da cultura material do povo Karajá. Um dos destaques é a arte figurativa em cerâmica, produzida pelas mulheres da aldeia Hãwalò (Santa Isabel do Morro), a famosa ritxoko, que foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural do Brasil em 2012.

Trabalhos em cestaria, com entalhes em madeira e cabaças também estarão expostos. O povo Karajá é originário da bacia do rio Araguaia, entre os estados de Tocantins, Pará, Mato Grosso e Goiás.

Na sequência será exibido o filme curta-metragem Ritxoxo, que apresenta as artistas-artesãs Karajá de Hãwalò mostrando seu trabalho e falando sobre a sua arte, e lançado o catálogo “Iny: Bero Mahadu - Povo do Rio - Os Karajá Ilha do Bananal”, com o resultado das exposições etnográficas, fotográficas e de arte cerâmica, realizadas no Museu do Índio do Rio de Janeiro, dentro do projeto Índio no Museu: Iny/Karajá.

Haverá ainda uma apresentação cultural de danças e cantos tradicionais, e da luta Ijesu, pelos Karajá vindos das aldeias Hãwalò (Santa Isabel do Morro) e Btõirỹ (Fontoura).

A programação acontece no Memorial dos Povos Indígenas, Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti, Brasília. A visitação à exposição é de terça (16) a sexta (19), das 9 às 17h; sábados, domingos e feriados, das 10 às 17h.

Censo 2010

Segundo o Censo 2010, o País tem 896,9 mil indígenas em todo o território nacional, somando a população residente tanto em terras indígenas (63,8%) quanto em cidades (36,2%). Do total, 817,9 mil se autodeclararam índios no quesito cor ou raça e 78,9 mil, embora se declarassem de outra cor ou raça, principalmente parda (67,5%), se consideram indígenas pelas tradições e costumes.

Entre 2000 e 2010, a proporção de indígenas entre 0 a 14 anos de idade passou de 32,6% para 36,2%, enquanto o grupo etário de 15 a 64 anos de idade foi de 61,6% para 58,2%. Em 2010, metade da população indígena tinha até 22,1 anos de idade. Nas terras indígenas, o índice foi de 17,4 anos e, fora delas, 29,2 anos.


Fonte: Brasil.gov.br

Mulheres migrantes exigem reforma que respeite seus direitos humanos

Ante a expectativa de una reforma migratória nos Estados Unidos, as organizações da comunidade latina se apressam a manifestar-se no dia 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho.

"Alto às deportações e reforma migratória já!”, são suas petições. É uma diáspora de 11 milhões de trabalhadores/rãs mexicanos sem documentos; saíram do país por falta de trabalho e agora constroem riqueza em outra nação, com outra cultura.

Graças a esse esforço, o México é o maior receptor de remessas da América Latina, recursos que contribuem significativamente para resolver a pobreza de muitos lugares chefiados por mulheres.

Portanto, todos somos indocumentados, já que toda a população se beneficia desses fluxos de divisas, das remessas. Mesmo vendo somente nessa perspectiva, a reforma migratória também é um tema nacional.

Michoacán, Guanajuato, Jalisco e o Estado do México são as entidades mais importantes na recepção desses recursos. Mais da metade das remessas (64.5%) concentram-se em 10 Estados, a maioria com altos índices de migração internacional e pobreza.

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Tomando como referencia a informação do Banco do México, se pode apreciar uma significativa diminuição das remessas recebidas, sobretudo a partir da crise de 2009. Para o último trimestre de 2012, a queda foi de 25%, em relação ao primeiro trimestre do mesmo ano.

As entidades mais afetadas foram o Distrito Federal, Oaxaca e Veracruz. No primeiro caso, a diminuição alcançou 61.1%. Em janeiro de 2013, as remessas recebidas em média equivalem a 3.600 pesos.

Esse fenômeno obedece a vários fatores: por um lado, a crise de emprego que atinge a economia norte-americana; o reforçamento da vigilância na fronteira norte que dificulta a passagem de pessoas e, por último, as mudanças que sofridas pela população que gera essas remessas.

As chefas de família são as principais receptoras de remessas; 46 em cada 100 (46%).

O destino desses recursos (8 em cada 10 pesos) é gasto corrente; cobre necessidades básicas como alimentos, vestimenta, saúde, transporte, educação. Os 20% restantes destinam-se à melhoria da moradia ou à aquisição de casa própria; uma mínima parte vai para a poupança.

Qual é o perfil da população mexicana que vive e trabalha nos Estados Unidos?

A grande maioria da emigração internacional mexicana tem como destino os Estados Unidos (98.1%), o que confirma que é uma migração com fins basicamente trabalhistas.

Os Estados com alta intensidade migratória México-EUA são Zacatecas, Guanajuato, Michoacán e Nayarit. Enquanto que no sudeste apresentam uma intensidade migratória muito baixa (Campeche, Chiapas, Quintana Roo, Tabasco e Yucatán).

No entanto, como território de trânsito também se veem envolvidos no fenômeno migratório internacional (Conapo, 2010).

O México é um país de emigração, trânsito e destino de migrantes. Trânsito e destino de muitas mulheres e homens migrantes centro e sul-americanos também por motivos de trabalho, expulsos de seus países pela pobreza.

Mais da metade dos/as migrantes mexicanos (52%) declarou não possuir documentos para cruzar a fronteira. Esse fluxo migratório está composto por pessoas jovens entre 20 e 39 anos de idade, e 3 em cada 10 são mulheres.

Nos EUA vivem 33.7 milhões de mexicanos e 46 em cada 100 são mulheres. Essa população se compõe de 11.9 milhões nascidos no México, e 21.8 milhões são mexicanos/as de segunda e terceira geração.

Três quartas partes desses migrantes mexicanos entraram no país nos últimos 25 anos e se concentram em três Estados: Califórnia, Texas e Illinois. É uma população jovem: sua idade oscila entre 15 e 44 anos.

Apesar de que nos últimos anos seu nível de escolaridade aumentou, o certo é que somente 6 em cada 100 têm nível profissionais e 47% completaram o Ensino Médio.

Onde trabalham? Dados de 2012 indicam que são três os setores mais importantes: construção (17%), hotelaria e lazer (16%) e manufaturas (14.3%).

Contrário ao que se pensa, no setor agrícola somente trabalham 5 de cada 100 migrantes. No caso das mulheres, em primeiro lugar, seu nicho trabalhista está no setor serviços.

A metade e um pouco mais (57.3%) recebe um salário que vai de 10 mil a 39.999 dólares anuais, equivalentes aproximadamente a 42 mil pesos mensais, um ingresso que está abaixo da média recebida pela população anglosaxona; porém, muito superior aos salários médios pagos no México.


Fonte: Carmen R. Ponce Meléndez / Adital

Opositores e defensores do casamento gay tomam as ruas de Paris

Milhares de opositores ao projeto de lei que legaliza o casamento gay foram às ruas de Paris este domingo, a dois dias da votação na Assembleia Nacional da lei que dividiu a França.

Milhares de defensores da legislação se reuniram na praça da Bastilha. Um dos primeiros a chegar ao local foi o prefeito de Paris, Bertrand Delanoe, que denunciou o clima de homofobia desencadeado no país por causa do projeto de "lei do casamento para todos", a qual se opõem os partidos de direita e extrema direita e a igreja católica francesa.

A poucos quilômetros dali e fortemente protegidos por forças de segurança, milhares de opositores partiram da praça Denfert Rochereau (sul de Paris), agitando bandeiras e gritando palavras de ordem contra o presidente François Hollande, a quem acusam de "não escutar os franceses".

Segundo a polícia o número de participantes foi de cerca de 45.000 e, segundo os organizadores, de 270.000.

As mobilizações deste domingo acontecem após semanas de protesto e até agressões contra homossexuais por parte dos opositores à lei Taubira, em referência à ministra da Justiça, Christiane Taubira, que liderou na assembleia legislativa a defesa desse projeto de lei.

Se a lei for aprovada, a França se transformará no 14º país no mundo a estender os direitos do casamento aos casais homossexuais.


Fonte: Correio Braziliense

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