domingo, 20 de janeiro de 2013

Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo terá diversas atividades para chamar a atenção da sociedade para o problema

A Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo será marcada, este ano, por seminários e palestras em todo o país. O objetivo é chamar a atenção para o problema e mobilizar a sociedade para que o país erradique o trabalho escravo contemporâneo.

O dia 28 de janeiro foi oficializado como Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo como uma forma de homenagear os auditores fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, assassinados nesta data, em 2004, durante fiscalização na zona rural de Unaí (MG).

Entre as atividades previstas para marcar a data estão manifestações públicas exigindo o julgamento dos envolvidos na "Chacina de Unaí", como ficou conhecido o episódio.

A mobilização inclui um encontro em São Paulo, no dia 31 de janeiro, no qual a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), e Eloisa Arruda, que está à frente da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, se reunirão para discutir como juntar forças para combater o trabalho escravo.

Ainda em São Paulo, chefes das três esferas de governo (federal, estadual e municipal) irão se reunir para assinar a Carta Compromisso contra a Escravidão, documento distribuído pela da Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) para que os candidatos a cargos públicos se comprometam a combater esse crime.

Em Belo Horizonte, no dia 28, um ato público lembrará o nono aniversário da "Chacina de Unaí". O ato contará com a presença de membros Conatrae.

Conatrae – A Conatrae foi criada em 2003 e tem como objetivo coordenar e avaliar a implementação das ações previstas no Plano Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Também compete à comissão acompanhar a tramitação de projetos de lei no Congresso Nacional e avaliar a proposição de estudos e pesquisas sobre o trabalho escravo no país.


Fonte: Secretaria dos Direitos Humanos

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