quinta-feira, 19 de abril de 2012

5º Congresso Nacional de Diversidade e Inclusão

 5º Congresso Nacional de Diversidade e Inclusão

Histórico

O Congresso Nacional de Diversidade e Inclusão-CONADI teve sua primeira edição realizada em 2008. O evento acontece anualmente, sendo que, em 2012 será realizada a sua 5ª edição. O CONADI discute diversos temas relacionados à Acessibilidade, Diversidade Étnico-Racial, Cultural e Regional, Educação Inclusiva, Esporte e Lazer, Legislação, Práticas Inclusivas nas Ações de Saúde, Tecnologia Assistiva / Ajudas Técnicas e Trabalho e Emprego. Além disso, foram publicados da ordem de 400 trabalhos nestes mesmos temas, com a participação de profissionais e instituições de todo o país, tais como: IDEPA. IMES FAFICA, INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT, Instituto Campineiro dos Cegos Trabalhadores, INSTITUTO MATOGROSSENSE DE PÓS GRADUAÇÃO, LACE - Núcleo de Ações para a Cidadania na Diversidade, Lar Escola São Francisco, entre outros.

Total de Inscritos: 1150
Total de Instituições Participantes: 130




Justificativa

No final do século XVIII, a proteção aos direitos do homem estava restrita apenas a legislações internas de poucos países, como a inglesa de 1684, a americana de 1778 e a francesa de 1789. As questões humanitárias somente integravam a agenda internacional em casos de guerra, mas eram rapidamente soterradas pelos entendimentos da época sobre a soberania dos estados. Assim, temas como o respeito às minorias dentro dos territórios nacionais e direitos de expressão política não eram abordados a fim de não ferir o até então incontestável e absoluto princípio de soberania.

A partir do surgimento da Organização das Nações Unidas-ONU, em 1945, e da conseqüente aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 1948, indiscutivelmente um divisor de águas na área do direito internacional, surge no âmbito da ONU, um sistema global de proteção dos direitos humanos, tanto de caráter geral (Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos), como de caráter específico (Convenções internacionais de combate à tortura, à discriminação racial, à discriminação contra as mulheres, à violação dos direitos das crianças etc.). O ser humano, de maneira inédita, é alçado a um dos pilares até então reservados aos Estados, na categoria de sujeito de direito internacional. Paradoxalmente, o Direito Internacional feito pelos Estados e para os Estados começou a tratar da proteção internacional dos direitos humanos contra o próprio Estado, único responsável reconhecido juridicamente, querendo significar esse novo elemento uma mudança qualitativa para a comunidade internacional, uma vez que o “direito das gentes” não mais se cingiria aos interesses nacionais particulares. Neste cenário, o cidadão, antes vinculado à sua Nação, passa a tornar-se gradativamente, verdadeiro "cidadão do mundo". A partir daí, inicia-se um longo processo pela consolidação dos Direitos Humanos, gerando inúmeros tratados internacionais destinados a proteger os direitos fundamentais dos indivíduos até chegarmos aos dias de hoje.

O CONADI visa discutir e contribuir para o avanço da construção de uma sociedade plural e mais justa, buscando discutir e aprofundar os conhecimentos na área. Sua quinta edição está pautada no tema “Direito e Cidadania” com a participação de profissionais altamente qualificados de várias partes do país que compartilharão suas experiências teórico-experimentais com todos os demais participantes.

São parceiros neste evento as seguintes instituições: SORRI Brasil, PRÓVISÃO, SORRI São José dos Campos, Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, Universidade Camilo Castelo Branco, Crefito, Associação Cidade da Ciência, Tecnologia e Informação - CITÉ, Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos, Instituto Revelação e Prefeitura Municipal de São José dos Campos.


Objetivo

O Congresso Nacional de Diversidade e Inclusão – CONADI tem como principal objetivo induzir discussões acerca da temática “Direito e Cidadania com vistas a fortalecer e consolidar os direitos do Cidadão(ã). O evento também se propõe a debater e encaminhar aos representantes dos poderes legitimamente constituídos, tanto na esfera municipal, estadual e federal propostas concretas no sentido de equacionar problemas vivenciados pelos diferentes profissionais que atuam na área. Estimula-se fortemente o envio e a apresentação de trabalhos científicos por parte dos congressistas em todos os itens relacionados no temário abaixo.


Mais informações

Comitê Organizador - CONADI
Congresso Nacional de Diversidade e Inclusão
www.congressoconadi.com.br
Tel.: (12) 3905.4401


Fonte: CONADI

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Edital de chamada pública visa à seleção de projetos de Direitos Humanos

Edital de chamada pública visando à seleção de projetos voltados para execução de programas no âmbito da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

A União, por meio da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR, em conformidade com os termos do Decreto n.º 6.170, de 25 de julho de 2007, da Portaria Interministerial n.º 507, de 24 de novembro de 2011, dos Ministros de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, da Fazenda e do Controle e da Transparência, da Lei n.º 12.465, de 12 de agosto de 2011, aplicando-se ainda, no que couber, os dispositivos da Lei n.º 8.666, de 21 de junho de 1993, torna público o presente Edital de Chamada Pública e convoca os órgãos da administração pública direta e indireta, e Instituições Privadas sem Fins Lucrativos para apresentarem projetos que se coadunem com os programas e ações desta Secretaria, nos termos deste Edital.

Clique aqui para acessar o Edital


Fonte: Observatório da Criança e do Adolescente

Comissão define calendário de festejos do cinquentenário da UnB

A semana do cinquentenário da UnB terá reunião solene do Conselho Universitário (Consuni), solenidades no Congresso Nacional e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Além disso, estão previstas a abertura do Festival Latinoamericano e Africano de Arte e Cultura (Flaac), exposições a atividades diversas, como lançamento de livros e revistas. Tudo isso foi definido pela Comissão UnB 50 Anos, durante reunião nesta quarta-feira 4. 

Com o tema “UnB está em festa”, o 21 de abril, num sábado, começa às 9h30 com a sessão solene do Consuni no auditório Dois Candangos (Faculdade de Educação). A reunião extraordinária pretende contar com a presença de ex-reitores e a ambientação de musicistas do Departamento de Música. O evento também abrirá espaço para o lançamento da 10ª edição da revista Darcy, do selo comemorativo dos 50 anos e da edição especial do livro Universidade de Brasília, organizado pelo antropólogo, educador e um dos fundadores da UnB: Darcy Ribeiro.

“Teremos uma sessão com uma alta carga simbólica ao homenagear a Universidade por meio de representantes e obras que fizeram parte desses 50 anos”, Isaac Roitman, professor titular do Instituto de Ciências Biológicas, membro da Comissão e presidente do Conselho Editorial da revista Darcy. Ainda no sábado, a festa do cinqüentenário continua com a abertura do Flaac 2012, a partir das 20h, na sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. Entre as atrações confirmadas para noite estão as apresentações da orquestra e coral sob a regência do maestro e professor da UnB David Junker.

“O 21 de abril é o grande dia. Apesar de cair no sábado, um dia tradicionalmente com poucas atividades na universidade, a Comissão conseguiu elaborar uma programação a altura da importância do jubileu”, observou o reitor José Geraldo de Sousa Junior. Com o domingo de folga, as celebrações recomeçam logo na manhã da segunda-feira 23, com uma sessão solene no plenário do Senado Federal. A cerimônia, marcada a pedido de senadores e deputados federais, começa às 11h.

Ainda no dia 23, às 18h30, a Biblioteca do Senado abrigará o lançamento das revistas Darcy, Humanidades e a apresentação do livro organizado por Darcy Ribeiro sobre a UnB. “A Câmara Federal criou um grupo para celebrar o jubileu com atividades divididas ao longo de todo o ano”, explicou o David Miranda, designado pela Coordenação de Relações Públicas da Câmara para gerenciar a equipe responsável pelas atividades dos 50 anos da UnB no parlamento. As homenagens à Universidade no Congresso ainda incluem exposições, lançamentos de livros, seminários e a cobertura jornalística dos eventos.

Os festejos da primeira semana do cinqüentenário se encerram na terça-feira, 24 de abril, com mais uma sessão solene em homenagem à UnB, dessa vez na Câmara Legislativa do DF, em frente ao Palácio do Buriti. “A homenagem começará às 10h com a presença de deputados, professores eméritos e de servidores e estudantes que tiveram sua trajetória reconhecida na universidade”, antecipou Fábio Sousa, assessor do deputado Joe Valle, autor do requerimento que criou a homenagem. 
MAIS FESTA – A programação aprovada pela Comissão UnB 50 Anos em sua 12ª reunião vai muito além da semana do dia 21. Na próxima segunda-feira, 9 de abril, ocorre a abertura da exposição UnB 50 Anos, História e Memória na Biblioteca Central (BCE). “Reunimos fotos do período de criação e de fatos históricos que ilustram a trajetória da universidade”, detalhou a professora, coordenadora do ProMemória e membro da Comissão do cinquentenário, Adalgisa Maria Vieira do Rosário.
Já no dia 2 de maio, a celebração ganha novo fôlego com o início do projeto “Em 2012, a UnB é das crianças e dos jovens”. A iniciativa, resultado de parceria com a Secretaria da Criança, Secretaria de Educação e Secretaria de Transportes, pretende atrair o público infanto-juvenil de escolas do DF em visitas aos campi da universidade. Coordenador da Comissão, o professor Fernando Oliveira Paulino lembra que a programação terá atividades durante todo o ano. “Contamos com a participação da comunidade para fazer desse ano mais um ponto marcante na história da UnB”.
SERVIÇO
Programação de abril e maio
9 de abril17h – Coquetel de abertura da Exposição UnB 50 Anos, História e Memória, na Biblioteca Central (BCE).
A Exposição, que reúne fotos do período de criação e de fatos históricos
ocorridos na Universidade, é resultado de uma parceria entre o Projeto
ProMemória, a Secretaria de Comunicação, o DEX, a BCE e a Comissão UnB 50 anos.


14 a 23 de abril
1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, na Esplanada dos Ministérios, que contará com estande da Editora Universidade de Brasília e lançamento de livros.

17 de abril10h – Assinatura de Convênio entre Secretaria de Cultura e UnB

21 de abrilUnB está em festaReunião do Consuni Solene de celebração dos 50 anos da UnB
9h30 – Auditório Dois Candangos
9h35 – Apresentação de vinheta UnB 50 anos e vídeo da UnBTV
9h45 – Abertura com grupo de estudantes do departamento de Música.
10h – Hino Nacional
10h10 – Instala-se a mesa formada por Reitor e Ex-reitores da UnB. Inicia-se sequência de saudações.

11h – Lançamento da Revista Darcy.
11h05 – Lançamento do Selo Comemorativo dos 50 anos.
11h10 – Apresentação da Convocatória de propostas para as unidades interessadas em ser incluídas no calendário oficial de comemorações.
11h15 – Em comemoração aos 50 anos da Editora Universidade de
Brasília, lançamento e distribuição aos presentes de edição especial do
livro “Universidade de Brasília”, organizado por Darcy Ribeiro.
11h20 – Apresentação da obra Suíte Brasília composta e executada pelo professo Renato Vasconcellos, do Instituto de Artes e outras duas peças.
11h45 – Lanche e confraternização.
20h – Abertura do Festival Latino-americano e Africano de Arte e Cultura (FLAAC) 2012, no Teatro Nacional
Missa breve, com coral e orquestra coordenada pelo professor David Junker (Coral Comunitário da UnB) e atrações

23 de abrilSessão Solene do Congresso Nacional de celebração dos 50 anos
11h - Apresentação de vinheta UnB 50 anos e vídeo da UnBTV)
11h20 – Coral da UnB (coordenado pelo professor Wilton S. dos Santos) executa Hino Nacional e mais duas músicas.
11h35 – Discursos
14h – Fim da sessão
18h30 – Lançamento da Revista Darcy e da Revista Humanidades e apresentação do livro organizado por Darcy Ribeiro sobre a UnB, na Biblioteca do Senado.

24 de abrilSessão solene da Câmara Legislativa de celebração dos 50 anos da UnB, no Auditório da Câmara Legislativa

10h10 – Apresentação de vinheta UnB 50 anos e vídeo da UnB TV
10h25 – Apresentação musical
10h45 – Discursos e entrega de menções honrosas da Câmara Legislativa a Professores Eméritos.

2 de maio Cerimônia de lançamento do projeto "Em 2012, a UnB é das crianças e dos jovens", que vai até o dia 18 de maio.
10h – Entrega do titulo de professor emérito para Vladimir Carvalho, no Auditório Reitoria.


Fonte: Portal da UnB

Aborto de anencéfalos não é mais crime, decide STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira que não é mais crime o aborto de fetos anencéfalos (com má-formação do cérebro e do córtex - o que leva o bebê à morte logo após o parto). Já era permitida a interrupção da gestação em casos de estupro ou claro risco à vida da mulher. Todas as demais formas de aborto continuam sendo crime, com punição prevista no Código Penal.


A antecipação do parto de um feto anencéfalo passa a ser voluntária e, caso a gestante manifeste o interesse em não prosseguir com a gestação, poderá solicitar serviço gratuito do Sistema Único de Saúde (SUS), sem necessidade de autorização judicial. Os profissionais de saúde também não estão sujeitos a processo por executar a prática.

Para os demais tipos de aborto, a legislação brasileira estabelece pena de um a três anos de reclusão para a grávida que se submeter ao procedimento. Para o profissional de saúde que realizar a prática, ainda que com o consentimento da gestante, a pena é de um a quatro anos.

Segundo o relator do processo no STF, ministro Marco Aurélio Mello, já foram concedidas 3 mil autorizações judiciais no País para interrupção da gravidez de feto anencéfalo. A cada mil recém-nascidos no Brasil, um é diagnosticado com a má-formação cerebral. Esse índice deixa o Brasil em quarto lugar no mundo com mais casos de fetos anencéfalos, atrás de Chile, México e Paraguai.

A anencefalia é definida na literatura médica como a má-formação do cérebro e do córtex do bebê, havendo apenas um "resíduo" do tronco encefálico. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), a doença provoca a morte de 65% dos bebês ainda dentro do útero materno e, nos casos de nascimento, sobrevida de algumas horas ou, no máximo, dias.
 
O julgamento

O placar final do julgamento foi de 8 a 2, em sessão que começou ainda na manhã de ontem. O caso chegou à Suprema Corte há oito anos, movida pela CNTS.

Naquele mesmo ano, o ministro Marco Aurélio Mello concedeu liminar para autorizar a antecipação do parto quando a deformidade fosse identificada por meio de laudo médico. Porém, pouco mais de três meses depois, o plenário decidiu, por maioria de votos, cassar a autorização concedida. Em 2008, foi realizada uma audiência pública, quando representantes do governo, especialistas em genética, entidades religiosas e da sociedade civil falaram sobre o tema.

"Cabe à mulher, e não ao Estado, sopesar valores e sentimentos de ordem estritamente privada, para deliberar pela interrupção, ou não, da gravidez (de anencéfalos)", disse ontem o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, que votou pela descriminalização do aborto de anencéfalos.

Além de Marco Aurélio, votaram a favor da prática os ministros Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ayres Britto, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Divergiram da maioria dos ministros Ricardo Lewandowski e o presidente do STF, Cézar Peluso.

"A ação de eliminação intencional da vida intra-uterina de anencéfalos corresponde ao tipo penal do aborto, não havendo malabarismo hermenêutico ou ginástica dialética capaz de me convencer do contrário", disse Peluso. "Ser humano é sujeito. Embora não tenha ainda personalidade civil, o nascituro é anencéfalo ou não investido pelo ordenamento na garantia expressa, ainda que em termos gerais, de ter resguardados seus direitos, entre os quais se encontra a proteção da vida", argumentou.

O ministro Dias Toffoli não votou porque se declarou impedido. Ele atuou no processo quando era advogado-geral da União.

Especialista define o que é um embrião com anencefalia

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira pela descriminalização do aborto de fetos anencefálicos (com ausência de cérebro). A votação foi precedida de um amplo debate ideológico na sociedade, mas de pouca discussão técnica. O embriologista especializado em formação do cérebro José Garcia Abreu, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, apontou pontos que definem o embrião com a anomalia e explicou o que acontece na gravidez de um embrião anencéfalo. Abreu diz que os sinais são mais perceptíveis no primeiro mês de gravidez, quando o cérebro começa a tomar sua forma. Entre a quarta e a oitava semanas, o problema é detectável, caso a mulher esteja ciente da gestação. Para que o aborto seja realizado com segurança para a saúde da mulher, o procedimento deve ser realizado ainda na fase embrionária, ou seja, até a oitava semana, diz o especialista. Depois disso, o aborto pode representar riscos para a mulher.

A anencefalia abrange a calota craniana - região localizada acima da sobrancelha e que segue até a nuca - e está enquadrada entre as doenças derivadas de defeitos do tubo neural. Segundo Abreu, essa fase seriam os primórdios do sistema nervoso central. Diferente do que ocorre com um embrião saudável, o problema está na formação do tubo neural, que começa na terceira semana de gestação (21º dia). O tubo vai dar origem a todo o sistema nervoso, dividido em encéfalo, que é o crânio, e a medula, a coluna vertebral.

"No 24º dia de gestação, o tubo se fecha anteriormente. A anomalia acontece nessa fase, pois uma parte dele fica aberta e não avança para o próximo estágio, que é o início do desenvolvimento cerebral. Sem fechar, as interações celulares não ocorrem, embora todo o resto do corpo seja desenvolvido", explica Abreu.

A medicina tem algumas explicações clássicas das possíveis causas da anencefalia. Entre elas, medicamentos utilizados por mulheres com epilepsia ou diabetes que controlam as doenças com remédios. A ausência de ácido fólico também é um dos fatores, o que justifica que obstetras incluam suplementos assim que a gestação é detectada.

O embriologista da UFRJ diz que uma pesquisa de aproximadamente três anos descobriu que a falha está num processo da formação das células do tubo neural. No desenvolvimento adequado, estruturas semelhantes a cílios seguem um movimento de sincronia perfeito, em que o tubo é fechado, e então se dá a fase, da formação cerebral. A anomalia acontece porque essas estruturas não acertam a sincronia, por isso não se desenvolvem. O estudo é revelador, pois, segundo Abreu, antes da descoberta não era possível detectar onde a anencefalia começava. O trabalho agora passa para a fase mais detalhada, a molecular.

Segundo o especialista, existe muita desinformação sobre anencefalia. Para ele, as pessoas confundem o mal com outros problemas relacionados às doenças ligadas ao tubo neural.

"O embrião tem uma face, isso confunde as pessoas que estão fora do campo científico, pois podem interpretar isso como vida, mas o organismo não possui as mais simples funções corpóreas. Mesmo que a criança nasça, ela não evoluirá para outro estágio. Se ela vier a nascer, ou nascerá morta ou morrerá nas primeiras horas", diz.

Nesta sexta-feira, o Conselho Federal de Medicina (CFM) criou uma comissão especial para estabelecer os critérios para o diagnóstico de anencefalia. O resultado deve sair em 60 dias. Farão parte da comissão representantes do CFM, da sociedade médica de pediatria, neurologia, ginecologia e obstetrícia e do Ministério da Saúde, além de especialistas em ultrassonografia fetal. Também poderão contribuir especialistas de algumas das principais universidades e escolas médicas do país.

O CFM diz que, com o estabelecimento de critérios, os médicos terão mais segurança para o diagnóstico, facilitando a interrupção mais precoce de gestações. Os critérios deverão ser aprovados por meio de resolução específica pelo plenário da entidade.

 
Fonte: Terra / O Globo

Integrante da UBM discute culpa e responsabilidade atribuídas às mulheres sobre o aborto

O corpo de um recém-nascido foi achado dentro de um lixo de um hospital particular da cidade de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá (MT), na última segunda-feira (9).  A mãe, uma jovem de 19 anos, chegou ao local com dores renais e tomava medicação. Ela foi até o banheiro onde teria feito o aborto. Foi outra paciente que achou a criança, uma menina com um pouco mais de 2kg.

Janete Carvalho, da União Brasileira de Mulheres, fala, nesta entrevista, sobre aborto e a condição de subalternidade que a sociedade masculina insiste em manter a mulher. Ela critica a igreja conservadora que considera a mulher a “personificação do mal”. E abomina a ideia de que os homens têm direito de agredir e até estuprar, quando não há consenso no jogo do prazer.

Por que só a mulher é responsabilizada nesses casos?
Há o peso da questão cultural. Primeiro, porque nós mulheres fomos feitas para procriar, como se fosse a nossa primeira tarefa. A sociedade tem essa esfera que acredita que a mulher tem que ter, instintivamente, uma estrutura psicológica prévia, como se fosse um instinto materno. Nós deixamos de avaliar o contexto social em que esses casos acontecem, a condição em que essa mulher é colocada e tem uma contradição da sociedade em esperar que isso seja um instinto materno. Os que ficam escandalizados com casos como o dessa menina, tem essa posição a partir da estrutura em que estão inseridos, da formação que tiveram e das condições de vida material que tem. Então a mulher acaba carregando esse fardo. A responsabilidade de ter ou não o filho, sempre acaba sendo das mulheres.

Não há nada na legislação que responsabilize o pai dessa criança?
Hoje é possível ver que a legislação mudou até no que diz respeito ao reconhecimento de paternidade. Quantos filhos eram registrados com pais desconhecidos? Hoje as coisas estão mudando e os homens estão começando a fazer o reconhecimento de seus filhos.

Não sei afirmar categoricamente se há uma lei que assegure isso, mas o que nós esperamos, enquanto movimento, é que essa questão comece a ser colocada juridicamente, que nós comecemos a normatizar e dar mais amparo a essas mulheres que ficam sozinhas nessa situação.

A menina está sendo responsabilizada sozinha nesse caso, apareceu na mídia com o rosto tampado, como uma criminosa. Mas e o pai?

Até onde foi o medo dessa mulher em assumir essa gravidez? Ela nem mesmo contou para a família que esperava um filho, ou seja, há um histórico de muito sofrimento nisso tudo.

Em que pé está a discussão sobre aborto dentro do movimento de mulheres?
Essa é uma questão polêmica. São discussões que estão sendo travadas no Congresso Nacional, a descriminalização do aborto. É um assunto complicado porque o Estado não é laico de fato, pois é carregado de inclinações religiosas, os próprios congressistas se manifestam contrários. Nós que nos manifestamos abertamente, sofremos retaliações, porque é como se nós estivéssemos concordando com a atitude de uma mulher de ter relações sexuais de qualquer forma e abortarem em seguida. Na verdade, o que nós dizemos é que a mulher tem o direito de escolher se quer ser mãe ou não. Então, se ela tem uma gravidez indesejada, é muito pior que ocorra um fato como esse da menina que jogou o filho no lixo, trazendo estragos psicológicos e físicos, que não são amparados pelo Estado. Nós acompanhamos casos no Brasil, como um no nordeste, há dois anos, de uma menina de 12 anos, que foi estuprada, e que não tinha nenhuma estrutura para seguir com a gravidez. Feito o aborto, os padres quiseram excomungar o médico, católico. Teve também o caso de um deputado que apresentou um projeto de lei que dava o que nós apelidamos de “bolsa estupro”: um pagamento para as mulheres que seriam vítimas de estupro, para que elas criassem os filhos gerados a partir da violência sexual. É como se fosse legalizada a prática de violência contra a mulher.

Em todas essas discussões, em todos esses casos, o que se vê é que o senso comum é colocar a culpa da mulher. Culpa tanto pela gestação indesejada, ocasionada pela falta de prevenção (que nesse contexto, também é responsabilidade apenas da mulher), quanto pela decisão de abortar ou não. Você concorda com isso?
Recentemente, um padre declarou na internet que a mulher é a personificação do mal. Então a visão é de que a mulher está sempre provocando os homens. Já tive conhecimento de que um avô disse ter violentado sua neta de 8 anos, porque a menina sentou no seu colo. Quer dizer, “a mulher provoca com a roupa, com atos”… Tudo isso pra tirar a responsabilidade do homem, como se somente a mulher tivesse a obrigação de conter seus desejos sexuais e o homem não. O que significa que se não há o consenso sexual entre homem e mulher, eles tem o direito de violentá-las?



Fonte: 24HorasNews

Caravana do Nordeste contra o Trabalho Infantil chega à Teresina/PI nesta quarta

Será realizada nos dias 18 e 19 de abril de 2012, em Teresina/PI, a Caravana do Nordeste contra o Trabalho Infantil. A Caravana tem o objetivo de fortalecer as políticas públicas de proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, em especial a erradicação do trabalho infantil.

A Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira, será representada no encontro pela assessora de gabinete Maria Isabel da Silva, que participará de uma Mesa Redonda com o tema: As Piores Formas de Trabalho Infantil, em nosso País e como podem ser enfrentadas.
A programação da Caravana inclui uma Audiência Pública com o governador do estado, Wilson Nunes Martins. Também serão realizadas apresentações culturais e oficinas de arte e cultura, que abordaram temas como a prevenção e saúde de crianças e adolescentes.

Caravanas – O projeto Caravana do Nordeste contra o Trabalho Infantil, que consiste em uma série de eventos, será realizado em todos os estados do Nordeste. O primeiro estado a receber a caravana foi o Ceará, no último dia 9 de abril, em Fortaleza. As próximas caravanas serão realizadas nos estados do Rio Grande do Norte (23 a 27 de abril), Paraíba (07 a 12 de maio), Sergipe / Alagoas (21 a 25 de maio), Pernambuco (28 maio a 01 junho) e na Bahia (04 a 06 de junho).

Caravana do Nordeste contra o Trabalho Infantil
Data: 18 e 19 de abril de 2012
Horário: 08h ás 18h.


Fonte: Secretaria de Direitos Humanos

UBM promove seminário para debater saúde da mulher negra

O evento acontece na zona Leste de São Paulo (SP), no domingo (15), na UBM leste, entre 15h e 18h30. Também em Guarulhos, no dia 28 de abril, no Centro de Referência de Cultura Negra e Igualdade Racial Xikelela, entre 9h e 12h30.O objetivo das discussões é contribuir para melhorar a qualidade no atendimento no sistema público de saúde.

Segundo dados a 3º edição do estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, negras têm menos acesso a exames como exame clínico de mama .No país 36,4% das mulheres de 25 anos ou mais nunca fizeram o exame clínico de mama. Entre as brancas a proporção é de 28,7% e entre as negras a proporção sobe para 46,3%. E essa desigualdade também se mantém se o recorte for entre mulheres com mais de 12 anos de estudo: 10,5% das mulheres brancas com este nível educacional não fizeram esse exame e 18% das negras com esse nível nunca fizeram exame clínico de mama.

As desigualdades na qualidade do atendimento relacionadas com práticas discriminatórias também atinge outros aspectos no Sistema Único de Saúde (SUS). Fato que é reconhecido pelo Ministério da Saúde que, a partir de dados estatísticos e científicos, relacionou as principais doenças que podem acometer a negra. Dados do Censo de 2000 contabilizaram 36 milhões de mulheres negras no país. Para um tratamento mais adequado às especificidades das negras, respeitando suas singularidades culturais, as áreas técnicas de saúde da mulher incorporaram estratégias.

A hipertensão arterial começa mais cedo na população negra.No Brasil, as síndromes causadas pela hipertensão são a principal causa da mortalidade materna - um terço dos óbitos. Há estudos que demonstram que a taxa de mortalidade por síndromes hipertensivas nas negras é quase seis vezes maior do que nas brancas.

As negras têm 50% a mais de chances de desenvolver diabetes do que as brancas. E um agravante: as diabéticas têm duas vezes mais chances de também sofrerem de hipertensão arterial, se comparar a população geral.

No caso de morte materna em negras, as principais razões estão ligadas à predisposição biológica para determinadas doenças como a hipertensão arterial e a diabetes. Isso está diretamente relacionado à dificuldade de acesso e à falta de ações e capacitação de profissionais de saúde voltadas para os riscos específicos da raça.

A anemia falciforme é a doença genética mais comum no país, com maior prevalência na população negra e tem alto índice de mortalidade.



Fonte: Vermelho

Diferente da Cúpula dos Povos, Cúpula das Américas não rende e termina sem declaração final

Se por um lado a VI Cúpula das Américas não rendeu o esperado, a V Cúpula dos Povos, protagonizada por organizações sociais e populares do Continente, que aconteceu simultaneamente ao encontro dos presidentes, foi repleta de debates e deliberações. O evento, que aconteceu de 12 a 14 de abril, em Cartagena de Índias, na Colômbia, rendeu uma declaração com inúmeras demandas e a confirmação de que a luta popular pacífica contra o neoliberalismo continua.

A declaração da V Cúpula dos Povos assinala como primeiro ponto de repúdio a insistência do governo dos Estados Unidos de impor sua agenda e querer decidir sobre os rumos das decisões da Cúpula das Américas. Essa intransigência ficou evidente com o veto à participação de Cuba e a manutenção das estratégias de militarização, usada como pretexto para a guerra contra as drogas, a atenção a desastres naturais e o controle da migração.

Os/as ativistas sociais também lembraram o apoio dos Estados Unidos ao golpe de Estado em Honduras e ao regime ilegítimo do atual presidente Porfirio Lobo; assim como as tentativas de desestabilizar o Haiti, a manutenção do bloqueio econômico a Cuba, a conservação da base militar de Guantánamo e a oposição à soberania Argentina sobre as ilhas Malvinas.

O Canadá também foi citado. O país está se tornando uma referência negativa no que diz respeito à atuação mineira em países da América Latina.

"O governo canadense promulgou uma política de tratados de livre comércio e indústria mega-mineira e de extração de recursos naturais e energéticos em toda a América Latina. Suas empresas estão causando danos irreversíveis ao ambiente e à biodiversidade, violando os direitos dos povos aos seus territórios. Os conflitos sociais e ambientais se multiplicam na região como resultado deste modelo depredador”, denuncia o texto da declaração.

Apesar destes problemas, os participantes da V Cúpula dos Povos reconhecem os avanços em matéria de integração regional, como são a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), a União das Nações Sul-americanas (Unasul) e a Comunidade de Estados da América Latina e do Caribe (Celac). O documento final aponta ainda que os governos democráticos, progressistas e de esquerda precisam continuar no sentido de "avançar para a superação do modelo baseado no extrativismo, na monoprodução agroexportadora e no acúmulo de terras”.

Outras demandas de mulheres, sindicalistas, indígenas, setores da igreja pequenos produtores, estudantes, afros e lutadores/as sociais que participaram da Cúpula dizem respeito ao fim da criminalização da luta social; não utilização de territórios indígenas, afro e campesinos como cenários de guerra, não utilização forçada de mulheres e meninas como troféus de guerra e o fim dos deslocamentos forçados.

Também pedem a eliminação das bases militares estrangeiras, o fim do colonialismo e a eliminação de tratados de livre comércio que aprofundam a pobreza, a exclusão social e a desigualdade.

Trabalho digno para todos e todas, fim do bloqueio contra Cuba, soluções reais à crise climática e ambiental, pleno acesso à educação, respeito aos direitos dos povos de decidir suas políticas agrárias e assegurar sua soberania alimentar, nova arquitetura financeira global e fim da promoção indiscriminada de investimentos estrangeiros também são demandados aos chefes de Estado das Américas.

Cúpula das Américas termina sem deliberações

Diferente do evento dos movimentos sociais, a Cúpula das Américas, composta por chefes e representantes de nações do Continente, terminou sem uma declaração final por falta de consenso sobre a participação de Cuba. Estados Unidos e Canadá foram os responsáveis por vetar dois artigos sobre a participação da ilha caribenha.

Em declaração à Prensa Latina o chanceler venezuelano Nicolás Maduro afirmou que toda a América Latina apoiou Cuba e que este posicionamento foi documentado e debatido. Maduro acrescentou também que o oito países integrantes da Alba não vão mais participar deste tipo de evento daqui para frente.
Com relação ao tema das Ilhas Malvinas, de especial importância para a Argentina, país que luta pela soberania deste território contra o Reino Unido, não houve veto, no entanto, como não se chegou a um ponto comum sobre Cuba a temática não recebeu a atenção esperada pela presidenta argentina Cristina Kirchner, que deixou o evento.


Fonte Adital

domingo, 1 de abril de 2012

UnB: Consuni proíbe trote sujo e regulamenta festas

O Conselho Universitário da UnB aprovou a proibição do trote que submeta alunos a "ações de tortura, a tratamento ou castigo cruel, desumano ou deradante, constrangimento e a situações de discriminação de qualquer natureza". Também fica proibida a realização de festas e happy hours com consumo de bebidas alcoólicas dentro dos CAs e das unidades acadêmicas.

"Somos educadores. Não somos apenas professores que repassam conhecimentos. Essas medidas tem que ajudar a educar nossa comunidade", explica Carmenísia Aires, diretora da Faculdade de Educação da UnB.

As novas regras estão no relatório do professor David Renault sobre Normas de Convivência Universitária, aprovado no Consuni, por 42 votos a zero, com seis abstenções. A discussão, porém, ainda não terminou. Na próxima reunião do Consuni, no dia 13 de abril, haverá a votação de destaques ao texto.

"Acredito que já atravessamos o rio, mas a jornada não acabou", disse o reitor José Geraldo de Sousa Júnior. "A grande discussão aqui é sobre dignidade, respeito às diferenças e solidariedade". Na reunião do Consuni, houve uma variedade de opiniões sobre os diversos assuntos do documento, mas o relator manteve as seguintes diretrizes:

01. Os trotes sujos estão proibidos e serão combatidos com medidas pedagógicas e com as punições previstas no Estatuto da UnB, que vão da advertência à expulsão, após devido processo administrativo.

02. Fica proibida a venda e o consumo de bebidas alcóolicas na UnB, salvo com expressa autorização da unidade acadêmica responsável pelo espaço onde se realizará o evento. Nos espaços destinados às aulas e às pesquisas, podem ocorrer apenas confraternizações entre membros da comunidade, até o horário-limite de 22h30, podendo ser estendido até meia-noite. Eventos de médio porte podem ser realizados e outros espaços como no Teatro de Arena. Já os grandes, com venda de ingressos e publicidade, só podem acontecer no Centro Comunitário Athos Bulcão.

03. A segurança da UnB fica autorizada a pedir identificação dos membros da comunidade acadêmica. A identificação também poderá ser feita por câmeras de vigilância.

04. As unidades acadêmica podem criar novas regras para realização de festas, baseados nas diretrizes aprovadas pelo Consuni.

A discussão sobre os destaques deve definir se os CAs podem ser responsabilizados por trotes sujos. "Não podemos achar que os trotes fazem parte da cultura de qualquer curso, eles são plurais e reúnem diversas opiniões", disse o aluno Fábio Lima, do DCE. "Os CAs não podem ser responsabilizados por erros individuais", afirmou a estudante Deise Rocha, da Pedagogia.

Outro ponto que poderá ser revisto é o que diz respeito às condições para consumo e venda de bebidas. Estudantes defendem mais alternativas para a realização de happy hours, já que essas atividades ajudam a financiar o movimento estudantil. O professor Alessandro Borges, diretor da UnB Gama, lembrou que há leis no Distrito Federal que proíbe a venda de bebidas em quaisquer instituições de ensino. "A lei foi inclusive promulgada pelo professor Cristóvam Buarque, quando ele era governador", disse.

A decana de Assuntos Comunitários, Carolina Cássia, destacou que a aprovação dessas regras vai dar mais recursos para a orientação e controle das atividades extraclasse nos campi. "Já estamos trabalhando com vários órgãos para discutir a recuperação de espaços nos CAs", disse. "É necessário que a UnB continue a pensar nesse tipo de normatização".

Fonte: Portal da UnB

Projeto Jornalista Amigo da Criança retorna com titulação de 20 novos profissionais

Comunicação e Direitos retoma depois de cinco anos sem a iniciativa, o projeto Jornalista Amigo da Criança e vai titular 20 novos profissionais. Para cumprir esta missão, gostaríamos de contar com a contribuição de nossos parceiros, respondendo à seguinte pergunta: para quais jornalistas você entregaria o título de Jornalista Amigo da Criança?

Para participar desta seleção, basta enviar um e-mail para o endereço: mpinheiro@andi.org.br indicando o nome do jornalista, o veículo em que trabalha, e a justificativa breve para a entrega do título.

Consideramos importante esta indicação por parte da instituições, uma vez que cada organização tem a oportunidade de acompanhar com atenção as ações que a mídia realiza em sua cidade e estado.

Como é de tradição no projeto, o parâmetro que utilizamos para avaliar esses profissionais é o da cobertura que realizam com atenção nos Direitos da Criança e do Adolescente, seja com foco direto no tema ou nas políticas públicas que fazem a diferença para a garantia desses direitos.

Trata-se também de uma maneira de retribuir esses profissionais de imprensa que se dedicam à temática de forma responsável. Portanto, reiteramos que só podem ser indicados jornalistas que atuem em veículos de comunicação.

Agradecemos muitíssimo a sua colaboração neste processo de escolha, e pedimos a gentileza de contribuir com indicações até a próxima quarta-feira, 4 de abril.

Abraços, bom trabalho, Christina Velho, gerente de Mobilização

Contatos: (61) 2102-6538 /pauta@andi.org.br


Fonte: ANDI

Com crise, prostitutas de luxo se recusam a fazer sexo com banqueiros

Prostitutas de luxo de Madri estão decretando greve de sexo aos seus clientes banqueiros. Elas pedem para que os funcionários das instituições financeiras abram linhas de crédito para oferecer a famílias carentes e empresas à beira da falência.

A Espanha enfrenta atualmente uma de suas piores crises econômicas, com as taxas de desemprego atingindo 23%. Com as incertezas sobre o mercado de trabalho e pouco dinheiro circulando no país, os bancos diminuem a oferta de crédito a seus clientes.

As garotas de programa dizem que a paralisação continuará até que os banqueiros “cumpram suas responsabilidades sociais” e comecem a oferecer empréstimos maiores à população. “Nós somos as únicas com capacidade real de pressionar o setor”, disse a principal associação de prostituição do país.

Segundo o tablóide, os banqueiros têm tentado contornar o protesto, dizendo que são arquitetos ou engenheiros às prostitutas, mas a tentativa não tem funcionado. Os executivos dos bancos até já acionaram o governo para tentar mediar o assunto.

Para a prostituta conhecida como AnaMG, a paralisação não deve durar muito. “Estamos em greve há três dias e eu não acho que eles agüentem mais tempo”, disse. Ela conta que a ideia veio de Lucia, uma das mulheres da associação, que disse que só faria sexo com o funcionário de um banco se ele concedesse um empréstimo a um conhecido.

A greve de sexo das prostitutas de Madri vem em um momento em que toda a Espanha se prepara para iniciar uma greve geral, marcada para esta quinta-feira. Os trabalhadores protestam contra o elevado grau de desemprego no país e pedem mudanças nas leis trabalhistas – que tornam mais barato para as empresas despedirem seus empregados.


Fonte: Época Negócios

Caravana do Nordeste contra o Trabalho Infantil iniciará atividades em abril

A mobilização da Caravana do Nordeste contra o Trabalho Infantil começa no dia 9 de abril e se estendem até o dia 13, no Ceará. A Caravana promove uma série de eventos, com atividades de sensibilização e mobilização da sociedade civil e compromissos dos poderes executivo, legislativo e judiciário com o fortalecimento das políticas públicas de proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente, em especial a erradicação do trabalho infantil.

Dentre as atividades das Caravanas destacam-se as audiências com os Governadores, Secretários de Estado, Senadores, Deputados Federais e Estaduais, Prefeitos, Secretários Municipais e Vereadores, com a participação de crianças e adolescentes protagonista das Caravanas, além de representantes do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e respectivo Fórum Estadual.

Dentre as crianças e adolescentes que participarão dos eventos, estarão as atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). No caso do Ceará participarão, também, os alunos das escolas que fazem parte do Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca).

As atividades serão coordenadas pelo Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente no Ceará (Feeti-Ce), em parceria com o Ministério Público do Trabalho, a Secretaria de Educação do Estado do Ceará, a Associação dos Prefeitos do Estado do Ceará (Aprece), a Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Ceará (APDMCE), o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDCA/CE), a Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, dentre outros órgãos e entidades de promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Participarão da Caravana os órgãos e entidades do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente dos Municípios de abrangência da respectiva Crede, conforme cronograma acima, em especial os profissionais da Assistência Social (Cras, Creas, Peti, Projovem), da Educação (Peteca), da Saúde (PSF, PSE, Cerest e Agentes de Saúde) e dos Conselhos (CMDCA/Comdica e Conselho Tutelar).


Fonte: Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Peteca) / Extraído do Portal Pró-Menino

Mulheres reafirmam vantagens no uso do preservativo feminino

A partir do próximo mês de maio, o Ministério da Saúde iniciará a distribuição do primeiro lote dos 20 milhões de preservativos femininos adquiridos pelo Governo. Entre muitas resistências que ainda são obstáculos para o uso popular do meio contraceptivo e preventivo às Doenças Sexualmente Transmissíveis, grupos feministas defendem a camisinha feminina como mais uma forma de autonomia para as mulheres.

Um exemplo desses grupos é a Rede Feminista de Saúde de Pernambuco (RFS-PE). Gigi Bandler, representante da Rede e do grupo Loucas da Pedra Lilás, em entrevista a Adital, fez críticas ao Governo em relação à demora pela aquisição dos produtos. "É uma ótima notícia, pois o custo desse tipo de preservativo é muito alto. É de preço proibitivo para o SUS [Serviço Único de Saúde], mas seria uma grande vantagem para o planejamento reprodutivo. Em nosso país, há a carência de campanhas sobre todos os métodos. A notícia dessa distribuição deve ser divulgada, pois esse preservativo é um método de barreira à gravidez e às DSTs bem como de controle corporal. Há muito já esperava a realização dessa campanha que é uma obrigação do próprio Governo. Contudo, mais do que o custo, ainda falta o ensinamento para o uso”, disse.

Pouco utilizada e cercada de tabus, a camisinha feminina é tão eficaz quanto a versão masculina na prevenção às DSTs. E pode ser uma aliada das mulheres que se sentem constrangidas ao pedirem que seus parceiros coloquem o preservativo. Além de ser um símbolo de autonomia feminina, mostra que é possível se proteger independente da iniciativa do seu parceiro.

Quanto à postura dos profissionais da área de saúde, Gigi Bandler analisou: "Estes devem seguir uma postura educativa sobre a camisinha feminina. Ela requer preparos e deve ser advogada em um momento educativo, de responsabilidade do SUS para com as usuárias. Porém, uma das maiores barreiras é o não-conhecimento da mulher com o seu corpo. O uso dessa camisinha requer preparos e expressa esse conhecimento corporal. Ainda há a necessidade de profissionais que estejam sensibilizados a essa questão.”

A respeito da resistência para o uso do preservativo feminino, Gigi respondeu: "Há, sim, uma resistência ao uso. As mulheres, em sua maioria, mesmo sem experiência dizem que a camisinha é difícil de colocar, que não presta. Isso é um preconceito cultural devido ao fato de aproximar as mulheres do seu próprio corpo, um processo historicamente negado a elas, pois viviam na condição de submissão aos homens”.

Entre as vantagens do uso da camisinha feminina, Gigi também comentou que esta é feita de um látex mais fino do que a masculina, portanto gera um conforto maior além de deixar a mulher mais protegida. "Muitos dos métodos contraceptivos geram efeitos colaterais e lançam no corpo da mulher uma forte carga hormonal. Por causa dessas dificuldades, as mulheres procuram os métodos definitivos. Porém, o preservativo feminino é bastante saudável, além de eficaz.”

Outros fatores que levam as mulheres ao uso de métodos definitivos e à rejeição de métodos contraceptivos de elevadas cargas hormonais, segundo a entrevistada, é o medo que estas têm de engordar, de terem sua libido diminuída e também de sentirem náuseas. Aquelas que têm saúde debilitada e são fumantes não são indicadas ao uso desses métodos, pois são utilizados muitos hormônios em sua composição.

A população feminina também sofre preconceito e restrição ao uso desse tipo de preservativo principalmente pelos seus parceiros. "Em sua maioria, [eles] têm preconceito pelo fato de não terem preparo para manusear. Também há a desculpa de não obterem prazer na relação. Por não quererem se responsabilizar pelo corpo delas, os parceiros entram em conflito. Com o preservativo feminino, as mulheres se responsabilizam pelo seu corpo e têm domínio sobre ele.”, concluiu Gigi.

De acordo com o Ministério da Saúde, de 1997 até 2011, foram distribuídos 16 milhões de preservativos femininos para os 26 estados e o Distrito Federal. A nova aquisição representa um volume 25% maior do que a quantidade já distribuída no país.

Rede Feminista de Saúde de Pernambuco (RFS-PE)


A Rede incentiva o cuidado e o conhecimento do corpo feminino pelas mulheres e promove a ideia de que o uso desse tipo de preservativo as encaminha para uma superação de preconceitos pessoais e masculinos.

Contato:

Gigi Bandler – 55.81.3429 6707
 
Como usar
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Adital

Enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas faz parte das ações da Caravana Siga Bem 2012

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), participou nesta sexta-feira (30), em São Paulo (SP), do lançamento da Caravana Siga Bem 2012. O objetivo da ação é divulgar o Disque Direitos Humanos - Disque 100, para o enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes nas estradas, por meio da Siga Bem Criança.

A Caravana Siga Bem percorrerá, de abril a setembro de 2012, 17 mil quilômetros e passará por 18 Estados brasileiros, com atividades que envolvem ações de responsabilidade social.

Segundo Maria do Rosário, as ações da caravana, por suas características itinerantes, são capazes de sensibilizar grande número de pessoas em todo território nacional. "Como viajam por todo país, os caminhoneiros se tornam fortes aliados no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes" explica.

Desde que foi lançada em 2004, a Caravana Siga Bem percorreu 137 mil quilômetros, visitou 234 municípios brasileiros e contou com a participação efetiva de aproximadamente 1,3 milhão de motoristas profissionais.

O Disque Direitos Humanos é um serviço de utilidade pública da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República destinado a receber demandas relativas a violações de Direitos Humanos, especialmente as que atingem grupos sociais vulneráveis.

Ao serviço cabe, também, disseminar informações e orientações acerca de ações, programas, campanhas, direitos e de serviços de atendimento, proteção, defesa e responsabilização em Direitos Humanos disponíveis no âmbito Federal, Estadual e Municipal. O serviço funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive domingos e feriados. A ligação é gratuita em todo o território nacional.


Fonte: Secretaria de Direitos Humanos

Gravidez psicológica

Quando os sintomas da gravidez são sentidos, mas a mulher não está efetivamente grávida, esta condição é chamada de pseudogravidez, gravidez psicológica ou, simplesmente, gravidez falsa. Este problema pode ser acarretado por um forte desejo da mulher engravidar, porém apresentam ou não alguma dificuldade.

" Os sintomas da gravidez psicológica são praticamente semelhantes aos de uma gravidez real e incluem: náuseas, enjoos, ganho de peso, sensibilidade das mamas, a interrupção do ciclo menstrual, entre outros" , afirma o ginecologista e obstetra Dr. Kleber Cassius Rodrigues, da Clínica São Paulo de Saúde da Mulher.

Uma mulher com gravidez psicológica tem a plena convicção de que está grávida, quando na verdade não está. Há uma distensão abdominal da mesma maneira que ocorre numa gravidez normal. E isto faz com que ela e as outras pessoas se convençam ainda mais de que ela está grávida. Outro ponto forte deste problema e que contribui ainda mais para confundir é que há atraso menstrual; muitas mulheres sentem movimentos na barriga, como se fossem o feto mudando de posição ou chutando; o colo do útero também pode amolecer em uma gravidez psicológica.

O ciclo menstrual está diretamente relacionado com o hipotálamo (centro das emoções); desta forma, um transtorno psicológico ou alteração psiquiátrica pode desencadear algum desequilíbrio do ciclo menstrual, provocando um atraso menstrual e os outros sintomas da gestação. Partindo destas sensações, o inconsciente da mulher provoca reações corpóreas semelhantes às de uma gravidez verdadeira, sugerindo-a uma gestação falsa. A gravidez psicológica pode se manifestar em qualquer mulher, independente de idade, classe social, nível econômico, educacional, raça. O ‘ tratamento’ , que consiste na reversão dos sintomas e em fazer a mulher perceber que não está grávida de fato, inclui acompanhamento do ginecologista e obstetra, psiquiatra e psicólogo. Também podem ser administradas medicações hormonais para diminuir a produção do hormônio prolactina, responsável pela inibição da menstruação e pela ativação da lactação.


Fonte: Jornal de Araraquara

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