domingo, 2 de dezembro de 2012

Diretor do Google admite que não é possível fazer bloqueio prévio de pornografia

O diretor de Políticas Públicas e Relações Governamentais do Google no Brasil, Marcel Leonardi, admitiu que “não há como fazer um bloqueio prévio antes que uma página seja disponibilizada na web". Ele participou de audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, encerrada há pouco.

Como exemplo, ele informou que o Youtube recebe, por minuto, 72 horas de vídeo. “Uma empresa de comunicação grande como a Rede Globo produz por dia 16 horas de vídeo”, comparou.

Marcel Leonard afirmou que, em relação aos filtros para pesquisa no Google, não é possível simplesmente banir termos porque isso impediria que a população fizesse pesquisa sobre temas polêmicos, como a pornografia infantil, por exemplo.

Anúncios ilícitos

Quanto aos anúncios ilícitos, Leonardi disse que o Google retira o anunciante para sempre de suas contas no Brasil. Uma solução que ele aponta seria acrescentar ao Código de Defesa do Consumidor a previsão de que os pagamentos feitos a partir do Brasil sejam bloqueados para sites de conteúdo ilícito, estejam eles hospedados onde estiverem. “Sem dinheiro, os sites vão fechar", ressaltou.

Um banco de dados com imagens ilegais (pornografia, entre outras) também pode ser criado para que essas fotos e vídeos não possam ser postadas na internet em um outro momento, disse o diretor do Google.

Marco Civil da Internet

Já o presidente da organização não governamental SaferNet, Thiago Tavares, pediu aos deputados que não permitam que o parágrafo dois do artigo quinto do Marco Civil da Internet seja aprovado porque esse dispositivo coloca o direito autoral acima dos direitos humanos. No restante, ele é favorável à proposta, que, na sua opinião, já deveria ter sido aprovado.

Colaboração

Na avaliação da presidente da CPI, deputada Erika Kokay (PT-DF), "é preciso haver colaboração entre os poderes e a sociedade para que a exploração sexual por meio da internet possa diminuir no Brasil." Para ela, é lamentável que a exploração de crianças esteja sendo realizada pela web.

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) lembrou que "a pedofilia é a doença: o crime é a exploração sexual das crianças e dos adolescentes."

Erika Kokay informou que, na próxima semana, a CPI vai promover reuniões no Rio de Janeiro.


Fonte: O Repórter

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